Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Sem Lula, debate da Globo aumenta exposição de Flávio Bolsonaro

Especialistas avaliam que o senador pode ganhar espaço, mas também ficar mais vulnerável aos ataques dos demais candidatos.

Sem Lula, debate da Globo aumenta exposição de Flávio Bolsonaro
Foto: Getty Images/BBC News Brasil

A ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial da TV Globo desta quinta-feira (1/10) deve alterar a estratégia dos candidatos e deixar Flávio Bolsonaro (PL) em evidência. Especialistas avaliam que o senador pode se beneficiar por não enfrentar Lula diretamente, mas também se tornar o principal alvo dos demais participantes.

A composição do encontro tende a favorecer Flávio, na avaliação dos analistas. Renan Santos (Missão) não foi convidado pela Globo por não atender aos critérios eleitorais definidos pela emissora. O partido, porém, apresentou nesta quarta-feira (30/9) um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar garantir a presença do candidato.

Marco Antonio Teixeira, professor de Ciência Política da FGV São Paulo, afirmou que a ausência de Renan reduz a pressão sobre Flávio, já que o candidato do Missão vinha fazendo críticas duras ao senador no campo da direita. Rodrigo Prando também considera o debate uma oportunidade para Flávio na reta final, em meio a uma disputa apertada indicada pelas pesquisas.

O benefício, no entanto, depende do desempenho do senador. Caso ele não consiga responder aos questionamentos ou se enrole, a exposição poderá produzir efeito contrário. A repercussão de falas, gafes e confrontos nas redes sociais é parte do cálculo das campanhas, porque trechos do debate podem continuar circulando depois da transmissão.

Efeito limitado sobre a disputa

A três dias do primeiro turno, Prando avalia que o debate dificilmente mudará de forma ampla o cenário eleitoral. Ele afirma que 87% dos eleitores já consolidaram o voto. Cila Schulman, CEO do Ideia e especialista em estratégia eleitoral, reconhece a existência de indecisos, mas diz que eles tendem a se concentrar principalmente entre Lula e Flávio, líderes nas intenções de voto.

Para Schulman, apenas um acontecimento fora do previsto teria potencial para alterar significativamente a disputa. Graziella Testa, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), avalia que o confronto perde relevância sem Lula, pois impede a comparação direta entre os candidatos que concentram as maiores intenções de voto. Ainda assim, um episódio de grande repercussão pode influenciar os últimos dias da campanha.

A diferença entre as estratégias também é apontada por Testa. Na avaliação da professora, a campanha de Flávio considera que os possíveis ganhos da exposição superam o risco de um desempenho ruim. Já a campanha de Lula teria concluído que sua participação poderia trazer mais perdas do que benefícios, especialmente pela repercussão de cortes nas redes sociais.

Estão previstas as participações de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Ex-governador de Minas Gerais, Zema foi incluído pela Globo após uma decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que determinou a presença dos candidatos majoritários do Novo no debate presidencial e nos confrontos para governador.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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