Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Conexões entre pacientes ajudam a enfrentar o câncer

Grupos, oficinas e aplicativos aproximam pacientes oncológicos, cuidadores e sobreviventes para compartilhar experiências e apoio.

Conexões entre pacientes ajudam a enfrentar o câncer
Foto: Adriana Moreira/Estadão/Estadão

O apoio entre pessoas que enfrentam o câncer pode ajudar a reduzir a solidão associada ao tratamento. Depois do diagnóstico, alguns pacientes percebem o afastamento de amigos e parentes, seja pela dificuldade de conversar sobre a doença, pelo receio de atrapalhar ou porque determinados vínculos deixam de fazer sentido.

Ao mesmo tempo, pacientes oncológicos encontram comunidades dispostas a acolher quem está no início dessa jornada. São os chamados oncofriends, que compartilham informações e experiências sobre a doença e o tratamento.

Samantha Leal, fundadora da Oncoclothes, criou um grupo de WhatsApp para reunir clientes da marca, especializada em roupas adaptadas para pacientes. “Elas são sedentas por informações e trocas”, afirma. A iniciativa aproximou mulheres que buscavam conversar com pessoas que viviam situações semelhantes.

Redes de apoio

Organizações também promovem encontros entre pacientes. O Instituto Quimioterapia e Beleza realiza oficinas de maquiagem para mulheres em tratamento oncológico. Depois das atividades, as participantes costumam se reunir para um lanche.

A criação de espaços de conversa pode ocorrer ainda de forma independente. Durante o próprio diagnóstico, em 2021, foi criado um blog com a proposta de reunir pessoas interessadas em trocar ideias e experiências sobre o câncer. A iniciativa resultou em amizades mantidas até hoje.

Aplicativo conecta perfis

Nos Estados Unidos, a Bone Marrow & Cancer Foundation criou o CancerBuddy, aplicativo voltado à conexão entre pessoas afetadas pelo câncer. O usuário preenche um perfil, e a ferramenta sugere contatos com base em critérios como tipo de câncer, idade, hospital de tratamento e localização.

A plataforma também aceita cuidadores e sobreviventes da doença. Eles podem participar tanto para oferecer quanto para receber apoio.

O CancerBuddy ainda não está disponível no Brasil. A proposta, porém, é apresentada como uma alternativa para aproximar pessoas que compartilham experiências semelhantes durante o tratamento oncológico.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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