O apoio entre pessoas que enfrentam o câncer pode ajudar a reduzir a solidão associada ao tratamento. Depois do diagnóstico, alguns pacientes percebem o afastamento de amigos e parentes, seja pela dificuldade de conversar sobre a doença, pelo receio de atrapalhar ou porque determinados vínculos deixam de fazer sentido.
Ao mesmo tempo, pacientes oncológicos encontram comunidades dispostas a acolher quem está no início dessa jornada. São os chamados oncofriends, que compartilham informações e experiências sobre a doença e o tratamento.
Samantha Leal, fundadora da Oncoclothes, criou um grupo de WhatsApp para reunir clientes da marca, especializada em roupas adaptadas para pacientes. “Elas são sedentas por informações e trocas”, afirma. A iniciativa aproximou mulheres que buscavam conversar com pessoas que viviam situações semelhantes.
Redes de apoio
Organizações também promovem encontros entre pacientes. O Instituto Quimioterapia e Beleza realiza oficinas de maquiagem para mulheres em tratamento oncológico. Depois das atividades, as participantes costumam se reunir para um lanche.
A criação de espaços de conversa pode ocorrer ainda de forma independente. Durante o próprio diagnóstico, em 2021, foi criado um blog com a proposta de reunir pessoas interessadas em trocar ideias e experiências sobre o câncer. A iniciativa resultou em amizades mantidas até hoje.
Aplicativo conecta perfis
Nos Estados Unidos, a Bone Marrow & Cancer Foundation criou o CancerBuddy, aplicativo voltado à conexão entre pessoas afetadas pelo câncer. O usuário preenche um perfil, e a ferramenta sugere contatos com base em critérios como tipo de câncer, idade, hospital de tratamento e localização.
A plataforma também aceita cuidadores e sobreviventes da doença. Eles podem participar tanto para oferecer quanto para receber apoio.
O CancerBuddy ainda não está disponível no Brasil. A proposta, porém, é apresentada como uma alternativa para aproximar pessoas que compartilham experiências semelhantes durante o tratamento oncológico.



