VITÓRIA DA CONQUISTA — O reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado para outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi contestado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante um ato de campanha na cidade baiana. Ele afirmou que a medida seria proibida no período eleitoral e a classificou como um ato de desespero.
O decreto foi assinado por Lula em uma cerimônia em Brasília. A mudança ocorrerá no mesmo mês das eleições e, conforme cálculos do governo, terá impacto de R$5,8 bilhões neste ano e de R$22 bilhões no ano que vem. A equipe econômica declarou que há espaço fiscal no orçamento e que a alteração será feita por remanejamento, sem aumento da despesa.
Flávio disse que o decreto foi publicado faltando 17 dias para a eleição e afirmou que Lula não havia concedido reajuste semelhante ao longo de quatro anos de governo. Em sua avaliação, o presidente tentaria influenciar os eleitores com a medida.
Apesar das críticas, o senador declarou que o programa será mantido caso seja eleito. “O Bolsa Família está garantido, ninguém vai tocar nesse benefício de vocês”, afirmou.
Histórico do benefício
O aumento anterior ocorreu em 2022, quando Jair Bolsonaro buscava a reeleição. Naquele período, o programa ainda se chamava Auxílio Brasil e passou de R$400 para R$600, uma elevação de 50%.
Em março de 2023, depois de assumir a Presidência, Lula recriou o Bolsa Família no lugar do Auxílio Brasil e manteve em R$600 o valor básico do programa.



