Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Ato de Flávio Bolsonaro em Sergipe revela divisão na chapa do PL

Evento em Aracaju reuniu aliados de Jair Bolsonaro, mas expôs conflito por espaço político e verbas de campanha.

Flávio Bolsonaro tenta reeditar motociatas do pai, mas expõe rachas do bolsonarismo em Sergipe

Um ato de campanha de Flávio Bolsonaro em Sergipe expôs as divisões entre integrantes da chapa local do PL. O senador participou de uma motociata neste domingo 27, mas o candidato ao governo do estado, Ricardo Marques, e o postulante ao Senado Coronel Rocha ficaram inicialmente afastados do palanque e não participaram da recepção no aeroporto.

Flávio subiu a um trio elétrico na orla de Atalaia ao lado de Rodrigo e Moana Valadares, que comandam o diretório estadual do partido e disputam, respectivamente, o Senado e a Câmara. Os dois também acompanharam o senador na motociata, evento associado ao período do governo de Jair Bolsonaro.

Rodrigo Valadares pediu que os integrantes afastados subissem ao trio em nome da unidade da direita. Rocha, que é coronel reformado da Polícia Militar, conseguiu chegar ao palanque após pressionar a organização. Durante o discurso de Rodrigo, porém, virou-se de costas.

“Virei de costas, sim, porque ele não merece a minha presença, muito menos a minha atenção”, afirmou Rocha. A disputa envolve também a distribuição do fundo eleitoral. Conforme informações prestadas à Justiça Eleitoral, Rodrigo e Moana receberam, juntos, 6 milhões de reais da direção nacional do PL. Ricardo Marques recebeu 300 mil reais, enquanto Rocha ficou com 250 mil reais.

Flávio declarou apoio apenas a Rodrigo e não mencionou os outros candidatos em seu discurso. A candidatura de Ricardo Marques também não aparece no site oficial da campanha do senador. Coube ao candidato a vice, Alfredo Gaspar, tentar reduzir a tensão. Marques e Rocha não acompanharam Flávio no carro aberto durante a motociata.

Declarações sobre apostas on-line

Durante o evento, Flávio voltou a atribuir a Lula a criação dos cassinos on-line e disse que o presidente acionou a Justiça contra uma peça de sua campanha. “O Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil. Um é o Lulinha, o outro é o tigrinho. Ele liberou o tigrinho, o cassino online”, declarou.

As apostas on-line foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer. A regulamentação prevista não foi cumprida sob Bolsonaro. Em 2023, Lula editou uma lei com regras para exploração e tributação do setor, incluindo os jogos on-line.

Flávio deixou o local sem falar com a imprensa. Na saída do trio, seguranças impediram uma tentativa de questioná-lo sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida e empurraram a equipe durante a abordagem.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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