Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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BNDES destaca resultados e rejeita separação voltada a empresas menores

Aloizio Mercadante afirmou que o banco já atende micro, pequenas e médias empresas e defendeu a atuação conjunta entre Estado e mercado.

BNDES destaca resultados e rejeita separação voltada a empresas menores
Foto: Divulgação/BNDES

O BNDES registra inadimplência de 0,05% e, segundo o presidente Aloizio Mercadante, alcançou o segundo melhor resultado do sistema financeiro, com lucro recorrente histórico. Durante evento do Grupo Esfera, nesta segunda-feira (14), em São Paulo (SP), ele também afirmou que os ativos da instituição cresceram de aproximadamente R$ 620 bilhões para mais de R$ 1,1 trilhão em três anos e meio.

Mercadante associou os resultados à manutenção de uma estrutura única para diferentes linhas de atuação e rejeitou a proposta do candidato à Presidência da República Augusto Cury de dividir o banco em duas instituições. Uma das estruturas sugeridas seria voltada a micro, pequenas e médias empresas.

Atendimento a empresas menores

O presidente afirmou que o BNDES já atua nesse segmento por meio de aproximadamente 80 agentes financeiros, entre bancos privados e cooperativas de crédito. Nos últimos três anos e meio, foram aprovadas 1,723 milhão de operações para micro, pequenas e médias empresas, totalizando R$ 324 bilhões em crédito.

A rede inclui instituições como Bradesco, Itaú e BTG. Mercadante também destacou os fundos garantidores como instrumento para ampliar o acesso ao financiamento. “O grande instrumento é o fundo garantidor. Esse é o papel do banco público”, declarou.

Ele disse que o banco tem cerca de 3 mil servidores e que uma divisão reduziria sua capacidade de atuação. “Um banco com 3 mil servidores, se você dividir por meio, não vai cuidar de micro e pequena empresa, porque não temos nem agência nos Estados”, afirmou.

Papel do Estado

Mercadante defendeu uma relação complementar entre instituições públicas e o setor privado. Para ele, países como China, Estados Unidos e integrantes da União Europeia usam políticas públicas, subsídios e incentivos para fortalecer setores estratégicos. A retirada do Estado, na avaliação apresentada no evento, poderia contribuir para a desindustrialização brasileira.

O presidente afirmou que o BNDES não deve substituir o mercado de capitais nem crescer sem limite. A estratégia atual, explicou, é manter o tamanho do banco próximo a 2% do PIB. Após a crise financeira de 2008, os ativos chegaram a representar entre 4% e 5% do PIB.

A atuação deve se concentrar em áreas nas quais o mercado privado não oferece as mesmas condições, com o objetivo de mobilizar investimentos privados. Mercadante também informou que o quadro atual tem cerca de 3 mil funcionários, após concurso público com 92 mil inscritos. Segundo ele, 75% dos novos servidores possuem mestrado ou doutorado.

Transparência

O presidente declarou que o BNDES foi considerado pelo Tribunal de Contas da União, por três anos consecutivos, a instituição pública mais transparente do país. Ele ainda citou reconhecimentos da Controladoria-Geral da União e da Câmara dos Deputados. “Uma instituição pública pode ser eficiente, pode ser transparente, pode ter resultado”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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