Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Críticas internas ampliam desgaste na pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados apontam centralização, falhas de integração e influência do núcleo que atua nos Estados Unidos sobre a candidatura.

Fogo amigo e uma crise atrás da outra desgastam pré-campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta resistência entre aliados, que criticam a condução do senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela articulação da candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A insatisfação se concentra na falta de integração entre os grupos envolvidos. Aliados e integrantes da campanha relatam excesso de centralização nas decisões e dificuldade para incorporar lideranças políticas e partidárias. Na avaliação desses interlocutores, o cenário tem estimulado disputas internas e prejudicado a organização da pré-candidatura.

Também há críticas à estratégia de comunicação. Os relatos indicam dificuldades para criar fatos políticos, produzir conteúdo, obter espaço na imprensa e influenciar a agenda do debate público. Parte dos apoiadores avalia que a presença política de Flávio Bolsonaro ainda depende principalmente das redes sociais e da mobilização espontânea da militância, em vez de uma estrutura profissional de comunicação.

Influência do núcleo nos Estados Unidos

O chamado comitê dos EUA também é alvo de questionamentos. Integrantes afirmam que decisões estratégicas estariam sendo influenciadas ou definidas pelo grupo que atua nos Estados Unidos, que inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Essa participação, segundo os interlocutores, provoca ruídos na comunicação interna, prolonga as decisões e reforça a percepção de que a equipe responsável pela rotina da campanha perdeu espaço.

A tensão aumentou após a divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o anúncio de tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um documento, Rogério Marinho não pediu o cancelamento das tarifas analisadas pelo governo norte-americano. A solicitação foi para que uma eventual aplicação ocorresse somente depois das eleições presidenciais brasileiras de 2026.

Integrantes do governo federal consideram que a iniciativa contribuiu politicamente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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