Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Diferenças políticas podem romper amizades, famílias e casais, aponta pesquisa

Pesquisa da Universidade da Califórnia Irvine relaciona a identidade política intensa ao afastamento de pessoas com opiniões diferentes.

Diferenças políticas podem romper amizades, famílias e casais, aponta pesquisa
Foto: Pict-Rider/Evanto/Boa Saúde

Diferenças políticas podem contribuir para o fim de amizades, relacionamentos amorosos e vínculos familiares, além de reduzir o contato entre pessoas que apoiam partidos ou candidatos distintos. A conclusão é de pesquisadores da Universidade da Califórnia Irvine, nos Estados Unidos, que analisaram como divergências sobre política afetam relações sociais.

A investigação considerou pessoas com diferentes posicionamentos políticos e avaliou situações como o término de amizades, o rompimento de relacionamentos amorosos e conflitos entre familiares. Também foram observados casos em que participantes evitaram conviver com quem pensa de forma diferente ou passaram a manter menos contato com essas pessoas.

Os resultados indicaram que muitos entrevistados deixaram de conversar com amigos por causa de divergências políticas. Também foram relatados conflitos familiares associados a eleições ou a temas políticos e casos de encerramento de relações amorosas motivados por opiniões incompatíveis.

Identidade política

Os rompimentos apareceram com mais frequência quando a política ocupava um lugar central na identidade dos participantes. Nessa situação, a pessoa que discorda pode deixar de ser vista apenas como alguém com outra opinião e passar a ser percebida como alguém cujos valores são incompatíveis.

De acordo com os pesquisadores, esse processo pode fazer com que debates políticos sejam interpretados como ataques pessoais. A dificuldade de diálogo aumenta, e o afastamento se torna mais provável. A análise também buscou verificar se os rompimentos estavam ligados somente às opiniões políticas ou a sentimentos mais profundos de rejeição ao grupo oposto.

A pesquisa foi publicada na PNAS Nexus em 30 de setembro de 2026. O DOI informado é 10.1093/pnasnexus/pgag067.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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