SÃO PAULO — A investigação sobre a Go Up Entertainment Ltda., responsável pelo filme Dark Horse, passará a tramitar sob a relatoria de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. O ministro apontou possíveis conexões entre os inquéritos e determinou a retirada do sigilo de todo o material enviado pela Polícia Civil de São Paulo.
A apuração envolve suspeitas de desvio de dinheiro público de emendas parlamentares, contratos relacionados à Prefeitura de São Paulo e pessoas ligadas ao deputado Mário Frias (PL-SP). Entre os nomes citados está Karina Ferreira da Gama, sócia-administrativa da produtora. O filme aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Relatórios financeiros
Dino também autorizou o acesso dos investigadores a relatórios financeiros solicitados pela polícia paulista à Justiça local. O pedido feito em maio não havia sido autorizado, e uma nova solicitação foi apresentada em 4 de setembro.
Na decisão, assinada neste domingo, 13, o ministro menciona despachos do presidente do STF, Edson Fachin, e do ministro André Mendonça em processos relacionados à produção do filme e ao Banco Master.
Ao justificar a reunião das investigações, Dino afirmou haver indícios de que uma única organização criminosa teria sido estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos de verbas públicas. O despacho também registra a hipótese de possíveis vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).



