Eduardo Bolsonaro afirmou que Marcelo Kayath seria um nome forte para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro. O ex-deputado, que atua como conselheiro da campanha, disse que o investidor e ex-banqueiro seria um “excelente nome” para a função.
Eduardo relatou ter se reunido com Kayath quatro vezes, incluindo um encontro na quinta-feira, e afirmou que os dois têm “convergência de ideias em vários aspectos”. Ele ressaltou, porém, que ainda não há decisão e que outros nomes continuam em análise. Os demais possíveis integrantes da lista não foram divulgados.
Perfil e propostas de Kayath
Fundador da QMS Capital, Marcelo Kayath trabalhou por duas décadas no Credit Suisse e ocupou o cargo de diretor-geral para a América Latina. Eduardo o descreveu como uma pessoa arrojada, com fortes relações com os principais agentes do mercado financeiro norte-americano.
O ex-deputado também afirmou que Kayath é reconhecido por sua atuação nos IPOs da primeira década do ano 2000 e por sua capacidade de promover o Brasil no exterior e atrair investimento estrangeiro.
Em entrevista, Kayath disse que pretende ajudar a formular soluções para os desafios do país, com foco em uma nova agenda de crescimento sustentável. Segundo ele, ajustes seriam necessários para colocar as contas nos trilhos, mas os programas sociais deveriam ser preservados, sem penalizar quem mais precisa de apoio.
Questionado sobre possíveis mudanças nos gastos obrigatórios, Kayath afirmou que eventuais cortes deveriam ser “cirúrgicos, não podem ser cegos”. Ele acrescentou que os ajustes deveriam melhorar a vida da população e tornar a agenda social mais eficiente e sustentável, e não apenas atender às expectativas do mercado financeiro.
Uma fonte da campanha de Bolsonaro afirmou, sob condição de anonimato, que a prioridade de Flávio continua sendo a eleição e que ainda não há um favorito para comandar a área econômica. Pesquisas recentes mostram Flávio em empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, embora alguns levantamentos indiquem uma vantagem numérica estreita para o senador.



