Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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El Mansouri terá de montar coalizão após vitória do PAM no Marrocos

Coordenadora do PAM foi encarregada pelo rei Mohammed VI de formar o governo depois de o partido conquistar 97 cadeiras no Parlamento.

El Mansouri terá de montar coalizão após vitória do PAM no Marrocos
Foto: Afp - Abdel Majid Bziouat/Rfi

O Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM) venceu as eleições legislativas do Marrocos, mas ficou sem maioria absoluta. A legenda conquistou 97 das 395 cadeiras da Câmara dos Representantes, em uma votação que teve participação de 38%, a menor em quase duas décadas. Para governar, sua coordenadora nacional, Fatima Ezzahra El Mansouri, terá de negociar uma coalizão com outras siglas.

O rei Mohammed VI encarregou El Mansouri de formar o novo governo após recebê-la no palácio real de Rabat. A nomeação ocorreu nesta terça-feira (29) e representa a primeira vez que uma mulher é escolhida para liderar o governo marroquino. O mandato terá duração de cinco anos, enquanto as decisões sobre setores estratégicos continuam sob prerrogativa do monarca.

Trajetória política

Advogada de 50 anos, El Mansouri entrou no PAM quando o partido foi criado, em 2008, por Fouad Ali El Himma, hoje conselheiro de Mohammed VI. Ele deixou a legenda em 2011. Em 2009, aos 33 anos, ela se tornou a primeira mulher a comandar a prefeitura de Marrakech, principal cidade turística do país. Atualmente, cumpre seu segundo mandato no cargo, iniciado em 2021.

El Mansouri também foi ministra da Habitação no governo anterior, liderado por Aziz Akhannouch, e conquistou uma cadeira de deputada nas eleições de 23 de setembro.

O Reagrupamento Nacional dos Independentes (RNI), partido de Akhannouch, terminou em segundo lugar, com 66 cadeiras — cerca de 30 a menos que em 2021. O Partido Istiqlal, integrante da coalizão governista, ficou em terceiro, com 65 assentos.

Na oposição, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD), de orientação islâmica, passou de 13 para 54 cadeiras. O secretário-geral da sigla, Abdelilah Benkirane, afirmou após a votação que o partido não participaria da futura maioria governista.

Desafios do novo governo

A eleição ocorreu em meio à desconfiança em relação à classe política, ao aumento do desemprego e às desigualdades, sobretudo entre os jovens. A falta de perspectivas para parte da juventude voltou ao debate depois do fluxo de migrantes para o enclave espanhol de Ceuta, no fim de julho.

Durante a campanha, o PAM prometeu crescimento médio de 5% ao ano, inflação em torno de 2% e a criação de pelo menos um milhão de empregos ao longo do mandato. El Mansouri também terá de lidar com problemas socioeconômicos persistentes e buscar recuperar a confiança da população nas instituições e na ação pública.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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