Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fabiana Rodrigues critica uso de imagens da prisão em propaganda de Jorginho Mello

Mulher de João Rodrigues afirmou que a peça eleitoral reabriu lembranças da prisão do político e da morte do pai dela.

Fabiana Rodrigues critica uso de imagens da prisão em propaganda de Jorginho Mello

Fabiana Matte Rodrigues afirmou que a propaganda eleitoral de Jorginho Mello, candidato à reeleição ao governo de Santa Catarina, reabriu lembranças do período em que seu marido, João Rodrigues, ficou preso. A declaração foi publicada nas redes sociais depois que a campanha do governador exibiu imagens da detenção do adversário.

No vídeo, Fabiana relacionou o sofrimento vivido por sua família à situação de Michelle Bolsonaro. O marido da ex-primeira-dama, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também ficou preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

“João foi vítima por enfrentar o sistema”, disse Fabiana. Ela afirmou que a prisão ocorreu por uma injustiça e que a exibição das imagens funcionou como um gatilho para recordar o que a família enfrentou. Também contou que a propaganda trouxe de volta as lembranças da morte do pai, ocorrida naquele mesmo ano.

A prisão de João Rodrigues

A campanha de Jorginho Mello usou, em propaganda exibida no domingo, 27, trechos de reportagens sobre a prisão de Rodrigues, ocorrida em 2018. Na época, ele exercia o mandato de deputado federal. A detenção ocorreu após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que considerou inviável um recurso da defesa, manteve a condenação e determinou o início imediato do cumprimento da pena.

O processo tratava de fatos de 1999, quando Rodrigues era vice-prefeito de Pinhalzinho e assumiu interinamente a prefeitura. Conforme o processo, ele dispensou de forma irregular uma licitação para vender uma retroescavadeira e fraudou a concorrência de outra, destinada à compra de uma nova máquina.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região condenou Rodrigues a cinco anos e três meses de reclusão, inicialmente em regime semiaberto, pelos crimes de dispensa irregular e fraude à licitação. Ele foi levado ao Complexo da Papuda. Em junho daquele ano, o ministro Luís Roberto Barroso autorizou o cumprimento da pena em estabelecimento compatível com o regime semiaberto e a retomada das atividades parlamentares.

Fabiana afirmou que o pai entrou em “depressão profunda” ao acompanhar o sofrimento da filha e das netas. Ele morreu após sofrer um infarto.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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