Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro assinou recurso em defesa de PM acusado de matar criança no Rio

Senador integrou a defesa de Bruno Dias Delaroli, cujo caso foi levado ao júri popular e aguarda julgamento.

Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar menina de 5 anos
Foto: Fonte: Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL/RJ) integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) de matar Ana Clara Machado, de 5 anos, durante um patrulhamento na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O disparo de fuzil atingiu a menina na manhã de 2 de fevereiro de 2021, quando ela brincava com o irmão, de 2 anos, na porta de casa. Delaroli era cabo do 12º BPM de Niterói. Ele chegou a ser preso preventivamente, mas a medida foi substituída por cautelares em novembro de 2021.

Flávio Bolsonaro assinou, em 2024, um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que determinou que o policial fosse julgado pelo tribunal do júri. O recurso foi negado. Como não cabem mais recursos, Delaroli aguarda o julgamento.

A defesa também contou com advogados dos escritórios Paulo Klein Advogados e Giusto e Klein Advocacia. Entre eles estava Paulo Márcio Ennes Klein, que já defendeu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado no caso das chamadas rachadinhas durante sua passagem pelo gabinete do político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Paulo Klein Advogados informou que não se pronunciaria. Giusto e Klein Advocacia e Flávio Bolsonaro não responderam aos contatos.

Acusação do Ministério Público

Segundo a denúncia do MPRJ, Delaroli atirou na direção da área residencial e de lazer onde Ana Clara brincava, assumindo o risco de matá-la. Pessoas que passavam pelo local teriam gritado “é morador, é morador” para tentar interromper os disparos.

A acusação afirma que o policial continuou atirando mesmo após o alerta. Ainda conforme os autos, depois que a criança foi atingida, um colega de farda repetia “olha a merda que você fez”. Testemunhas disseram que os policiais demoraram a prestar socorro e só o fizeram após a insistência de moradores e parentes da vítima.

O policial afirmou ter reagido a uma suposta agressão de traficantes armados. O MPRJ sustentou, porém, que não havia indícios de confronto anterior. Testemunhas negaram troca de tiros e disseram que não havia atividade de tráfico de drogas no local. A promotoria também afirmou que a viatura não apresentava sinais de confronto e que foram encontrados estojos de munição compatíveis com os usados por Delaroli.

Outros policiais defendidos

Flávio Bolsonaro também assinou recurso ao STJ em defesa de quatro policiais militares acusados pelo MPRJ de matar quatro homens durante uma emboscada no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, em 16 de janeiro de 2020.

Os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista e Rafael Nascimento Rosa e o sargento Ricardo de Moraes Mattos eram lotados no Grupamento de Intervenção Tática da Coordenadoria de Polícia Pacificadora. A defesa tentou reverter a decisão que determinou que os réus fossem julgados pelo tribunal do júri.

O senador atuou nos dois casos com inscrição suplementar na Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF). O registro de origem é no Rio de Janeiro. Ele obteve a inscrição no DF em abril de 2021, mês em que abriu um escritório de advocacia no Lago Sul, em Brasília.

O Estatuto da Advocacia permite que parlamentares exerçam a advocacia, mas proíbe a atuação contra ou a favor de órgãos e entidades ligados à administração pública.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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