O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, fez ao menos quatro viagens internacionais entre janeiro e maio de 2025 acompanhado do advogado Willer Tomaz. Em uma delas, no trajeto dos Estados Unidos para o Brasil, os dois viajaram em um jato que pertencia a Daniel Vorcaro. Não foi informado quem pagou os voos.
As viagens foram reveladas pelos repórteres Patrik Camporez e Breno Pires. Questionado sobre o uso da aeronave, Flávio afirmou: “Ainda bem que na época o avião era de Willer”. Em seguida, acrescentou que, se o avião fosse de Alexandre de Moraes, não teria feito a viagem.
O senador também havia negado conhecer Vorcaro até maio. Depois, essa afirmação foi contestada em uma apuração conduzida por Paulo Motoryn sobre a cobrança de U$ 24 milhões do dono do banco Master. O texto também menciona que mais de U$ 12 milhões saíram de Vorcaro para um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio não prestou contas, segundo as informações apresentadas, sobre a utilização desse valor.
Histórico citado no caso do Rio
Durante as investigações que levaram a uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra Flávio e apontaram desvio de pelo menos R$ 6 milhões, foi identificado o uso de dinheiro vivo para despesas pessoais. Entre os pagamentos estavam IPTU, plano de saúde, escolas das filhas e salários de empregadas.
Os boletos pessoais somaram R$ 261,6 mil. Outros R$ 91,8 mil foram usados para impostos relacionados a imóveis, além de R$ 40 mil destinados ao pagamento de empregadas. Conforme apontado pelo MP-RJ, os valores eram desviados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Fabrício Queiroz foi identificado pagando parte dos boletos.
A origem dos recursos usados nos voos internacionais permanece sem esclarecimento público no material disponível.




