SÃO CARLOS — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende defender o Supremo Tribunal Federal (STF) como instituição, mas classificou como inadmissível a permanência de Alexandre de Moraes no cargo de ministro. A declaração foi feita nesta sexta-feira (4), durante uma visita à cidade paulista.
Flávio relacionou sua avaliação ao sigilo retirado de uma investigação envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a divulgação das informações permitiu à população conhecer a forma como Moraes operava em Brasília. O senador também disse esperar que o plenário do STF autorize uma investigação formal sobre o ministro.
Críticas ao presidente do Senado
Na avaliação de Flávio, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) errou ao não dar andamento aos pedidos de impeachment apresentados contra Moraes. O senador afirmou que o presidente do Senado estaria colocando uma relação pessoal acima da preservação da instituição.
“Ele se equivocou. Queria proteger um amigo, em vez de proteger a instituição”, declarou Flávio a jornalistas. Para o candidato do PL, a decisão representa uma oportunidade perdida de recuperar a credibilidade do Senado e devolver o Supremo ao povo.
Flávio também acusou Alcolumbre de agir por autoproteção. Ele mencionou uma reunião entre o presidente do Senado e Moraes, realizada antes de uma sessão plenária, e afirmou que o encontro teria relação com medidas que atingiram sua campanha. O senador citou ainda o ministro Flávio Dino ao fazer essa acusação.
“Alcolumbre está muito preocupado, assim como o Alexandre de Moraes, com a sua autoproteção”, disse.
Pedidos na Mesa
O senador criticou a demora do Senado em analisar os pedidos e afirmou que existem 54 solicitações de impeachment na Mesa, sendo uma delas especificamente contra Moraes. Para Flávio, a falta de apreciação desses requerimentos contribuiu para o estado atual da democracia.



