Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Cientista político defende restrição gradual às bets e alerta para impacto eleitoral

Francisco Fonseca afirma que apostas afetam famílias e consumo, mas avalia que uma proibição imediata poderia gerar efeitos drásticos.

‘Bets são uma doença permitida pelos governos Temer e Bolsonaro’, avalia cientista político

O cientista político Francisco Fonseca defende uma restrição gradual às bets, começando pela proibição da publicidade e avançando até o encerramento desse tipo de jogo. Professor de Ciência Política na PUC-SP e na FGV-SP, ele afirma que as apostas contribuem para o endividamento das pessoas e para a redução do poder de consumo, mesmo diante de indicadores econômicos positivos.

Fonseca classifica as bets como uma doença autorizada pelos governos Temer e Bolsonaro, mas pondera que uma proibição imediata poderia provocar efeitos drásticos. Na avaliação dele, a decisão precisa considerar o calendário eleitoral, a dependência de clubes de futebol em relação às casas de aposta e a arrecadação do governo.

A proposta defendida pelo professor é iniciar pela suspensão da propaganda e estabelecer um período para a adoção de medidas mais rígidas, até o fechamento total das plataformas. Ele descreve as apostas como uma atividade associada a azar, dependência e danos psicológicos e econômicos.

Mulheres e decisão do governo

O advogado e cientista político Jorge Folena considera acertada a decisão de Lula sobre as bets. Para ele, a medida enfrenta prejuízos provocados às famílias e à economia, com impacto especialmente forte sobre as mulheres. Folena lembra que muitas famílias são chefiadas por mulheres, que representam 53% do eleitorado.

Fonseca também destaca o papel feminino nesse debate. Segundo ele, 90% da titularidade do Bolsa Família está com mulheres, grupo que poderia ser sensibilizado pelos efeitos das apostas. Folena afirma ainda que Lula assumiu uma discussão urgente da sociedade e evitou deixá-la para a oposição.

Eleitorado sem alinhamento

Na reta final da campanha, Fonseca avalia que a disputa também depende dos eleitores que não se alinham nem a Lula nem a Bolsonaro. Ele defende que essa parcela compreenda os efeitos sociais das bets e receba uma mensagem sobre os riscos que, na avaliação dele, uma vitória da direita representaria para a democracia.

O professor prevê uma sequência de pedidos de impeachment, começando pelo Supremo Tribunal Federal, e menciona a proximidade de Flávio Bolsonaro com Donald Trump. Para Fonseca, existem projetos distintos em disputa: um voltado à democracia política, social e à soberania; outro, à redução da soberania, da democracia e dos projetos sociais.

Ele também considera que seria ideal elevar para aproximadamente 220 o número de deputados federais e evitar que o Senado fique sob controle da extrema direita. Sobre o segundo turno, afirma que há nova mobilização, apoios e fatos políticos, mas considera a questão externa, especialmente o governo Trump, o ponto mais preocupante.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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