Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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MPT pede retratação de Luciano Hang após fala sobre escala 6×1

Ação ajuizada em Goiânia também solicita indenização coletiva de R$ 30 milhões e reparação individual aos empregados da Havan.

MPT pede retratação de Luciano Hang após fala sobre escala 6×1
Foto: Divulgação – Luciano Hang

O Ministério Público do Trabalho (MPT) quer que Luciano Hang grave, em até 48 horas, um vídeo de retratação após um discurso dirigido a empregados da Havan em Caldas Novas (GO). A instituição também pede que os funcionários sejam liberados para votar em 4 de outubro e em 25 de outubro, caso haja segundo turno, sem desconto no salário.

As solicitações fazem parte de uma ação civil pública apresentada na Justiça do Trabalho em Goiânia nesta quarta-feira (16) contra Hang e a Havan. O processo trata de possível assédio eleitoral relacionado à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1.

Pedido de indenização

O MPT requer R$ 30 milhões por dano moral coletivo. Também solicita o pagamento de danos morais individuais equivalentes a, no mínimo, 20 vezes o último salário de cada empregado envolvido.

Durante a inauguração da unidade de Caldas Novas, em 29 de agosto, Hang afirmou que o custo da mão de obra da Havan poderia crescer 15% caso fosse aprovado o projeto que encerra a escala de seis dias de trabalho por um de folga. “Eles querem ganhar o voto de vocês. E depois, sabe o que vai acontecer?”, disse.

O empresário classificou a mudança como estelionato eleitoral e declarou que os trabalhadores poderiam perder poder de compra e precisar buscar um segundo emprego. Em outro trecho, afirmou que seria necessário “arranjar outro emprego. Um subemprego”.

Entendimento do Ministério Público

Para o MPT, a fala associa diretamente as eleições de outubro a um suposto prejuízo pessoal para empregados que votassem em candidatos favoráveis ao fim da escala 6×1. Assédio eleitoral é definido como pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar voto, posição política ou participação eleitoral no ambiente de trabalho.

Na ação, o órgão afirma que a liberdade de expressão deixa de ser legítima quando há elemento coercitivo e desequilíbrio de poder na relação de emprego. A assessoria da Havan e de Hang foi procurada por ligação e mensagem de texto às 16h15 desta quinta-feira (17), mas não havia respondido até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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