PARANÁ — O Paraná deve ter, a partir de 2027, mais pessoas idosas do que crianças e adolescentes de até 15 anos. A projeção do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) indica uma inversão da pirâmide etária que deve permanecer nos anos seguintes.
A população de 60 a 80 anos deve crescer 77,1% entre 2025 e 2050, enquanto o grupo com 80 anos ou mais pode aumentar 213%. Até o fim do mandato do governador eleito em 2026, a previsão é de que 20,2% da população paranaense tenha mais de 60 anos.
Os planos de governo dos oito candidatos ao governo do estado apresentam propostas relacionadas a cuidados, saúde, acessibilidade, habitação, segurança e previdência.
Propostas dos candidatos
Adriano Funileiro defende a revogação de “todas as reformas de 2016”, aposentadoria após 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens, além da reposição integral das perdas em aposentadorias e pensões. A alteração das regras do INSS, porém, depende do Congresso Nacional e não está entre as atribuições do governador.
Alexandre Salomão propõe divulgar indicadores de segurança, incluindo dados sobre violência contra idosos. Na previdência, prevê fortalecer o Fundo de Previdência do Paraná, que, conforme o plano, responde atualmente por 27% do custeio mensal, com objetivo de chegar a 50% na próxima década.
Luiz França afirma que o estado deve garantir cuidado, acessibilidade, moradia e dignidade a idosos, pessoas com deficiência, cidadãos incapacitados para o trabalho e famílias sem adultos disponíveis.
Requião Filho propõe reformas com desenho universal, uma rede de cuidados de longa duração, atendimento domiciliar, centros-dia, proteção contra violência e apoio a cuidadores. Também sugere ampliar o programa Leite das Crianças para incluir idosos e outros grupos com indicação nutricional.
Samuel Mattos cita lavanderias públicas, restaurantes populares e serviços estaduais de apoio e cuidado. Para trabalhadores assalariados do campo, defende direitos como a aposentadoria.
Sandro Alex apresenta o pilar Paraná Longevo, com ações de educação, atividade física, saúde, habitação e convivência. Entre as medidas estão a expansão do projeto Viver Mais, reformas pelo Moradia Digna e a criação da Agência Paranaense do Cuidado.
Sergio Moro propõe políticas de envelhecimento saudável, os programas Digna Idade e Bem Cuidar, condomínios adaptados, qualificação de cuidadores e patrulhas voltadas à proteção de idosos.
Tayná Miessa defende a valorização de agentes comunitários de saúde, ações preventivas, academias públicas de musculação e a construção de lavanderias e restaurantes públicos em regiões vulneráveis.



