Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Política

Rigotto propõe ampliar suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por três anos

Candidato ao Senado pelo MDB também defendeu mudanças nos consignados, no STF e na escala de trabalho 6x1.

Rigotto propõe ampliar suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por três anos
Foto: Reprodução/RBS TV

Germano Rigotto, candidato do MDB ao Senado pelo Rio Grande do Sul, defendeu a extensão por mais três anos da suspensão do pagamento da dívida do estado com a União. A proposta foi apresentada em entrevista ao Bom Dia Rio Grande nesta quarta-feira (23).

Segundo Rigotto, o prazo adicional permitiria continuar a recuperação dos danos provocados pelas enchentes e pelas estiagens. A retomada dos pagamentos está prevista para 2027, mas, na avaliação do candidato, o estado ainda não se recuperou totalmente dos eventos climáticos.

Ele também propôs um acerto de contas com o governo federal para revisar os juros aplicados ao longo dos anos e retirar do saldo valores que, segundo ele, teriam sido pagos a mais. Rigotto afirmou que o indexador da dívida não foi alterado depois da redução da inflação e da taxa básica de juros.

Consignados e Supremo Tribunal Federal

Na entrevista, Rigotto defendeu a limitação dos juros dos empréstimos consignados e do número de contratos que cada pessoa pode assumir. Para ele, a falta dessas restrições contribuiu para o endividamento das famílias. O candidato citou trabalhadores com quatro ou cinco empréstimos e grande parte do salário comprometida pelas parcelas.

Ele também relacionou o endividamento das famílias às empresas de apostas esportivas, chamadas de bets.

Para o Supremo Tribunal Federal (STF), Rigotto sugeriu mudanças no processo de escolha dos ministros. Pela proposta, seis nomes seriam indicados por entidades e órgãos distintos: dois pela Ordem dos Advogados do Brasil, dois pelo Conselho Nacional de Justiça e dois pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O Senado escolheria três deles e encaminharia a relação ao presidente da República, responsável pela indicação final.

O candidato ainda defendeu o fim das decisões monocráticas e do foro privilegiado, além da limitação do mandato dos ministros a, no máximo, 15 anos. Rigotto afirmou que votaria pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes e apoiaria processos contra outros ministros que estivessem envolvidos no caso do Banco Master.

Jornada de trabalho e eventos climáticos

Rigotto disse que mudanças na jornada e na escala de trabalho precisam ser discutidas, mas defendeu que a votação sobre o fim da escala 6x1 ocorra depois das eleições. Ele afirmou que a análise deve considerar hospitais filantrópicos, Santas Casas, municípios e micro e pequenas empresas.

O candidato não declarou se votaria a favor ou contra a substituição da escala 6x1 pela 5x2. Segundo ele, qualquer alteração deveria incluir um período de transição e compensações, inclusive tributárias, para os setores mais afetados.

Para enfrentar os efeitos dos eventos climáticos, Rigotto propôs uma ação conjunta dos governos municipais, estadual e federal para retirar moradores de áreas de risco e oferecer novas moradias em locais seguros e adequados.

Ele também defendeu a criação de um fundo de desenvolvimento para a Região Sul, com recursos destinados a projetos de irrigação, prevenção de eventos climáticos e habitação. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Banrisul poderiam participar, desde que recebessem recursos federais com juros reduzidos ou subsidiados.

Ao tratar das estiagens, Rigotto defendeu uma atuação mais firme do Senado na renegociação das dívidas de pequenos, médios e grandes produtores rurais.

Série de entrevistas

A entrevista teve duração de 15 minutos e fez parte da série do Bom Dia Rio Grande com candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Participam ao vivo candidatos de partidos, coligações e federações que possuem pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional. Os demais são entrevistados em reportagens gravadas.

Germano Antônio Rigotto tem 76 anos, nasceu em Caxias do Sul e é formado em Odontologia e Direito. Ele iniciou a carreira política em 1976, foi vereador, deputado estadual e deputado federal, além de ter sido governador do Rio Grande do Sul. Também concorreu ao Senado em 2010 e à vice-presidência da República em 2018.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.