O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar em sessões diferentes as investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, manteve para a próxima terça-feira (15) apenas o caso relacionado a Moraes e marcou a apreciação do processo sobre Mendonça para o dia 23.
O pedido para reunir os dois temas e adiar a sessão foi apresentado pelo decano Gilmar Mendes. Fachin rejeitou as duas solicitações. Para o presidente do STF, o procedimento contra Mendonça ainda não concluiu sua instrução preliminar, o que impede a avaliação simultânea dos relatórios.
Segundo Fachin, a manutenção do julgamento sobre Moraes “assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste tribunal”. Ele também afirmou que incluir imediatamente o outro processo levaria ao plenário uma matéria cuja instrução preliminar ainda não foi concluída.
O que está em análise
O caso pautado para a próxima terça-feira envolve a atuação de Moraes e a relação do ministro com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master. Antes de ser preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes, pedido informações sobre a investigação, marcado encontros e perguntado se deveria deixar o país.
A troca de mensagens consta de um relatório produzido pela Polícia Federal a pedido de André Mendonça e posteriormente tornado público. O documento também menciona Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Moraes reagiu solicitando uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, com base em um relatório de inteligência da Polícia Federal que apontaria métodos supostamente irregulares do colega. Diante da escalada entre os ministros, Fachin determinou que o relatório relativo a Moraes fosse submetido ao plenário do STF.



