O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que um vídeo publicado no Instagram, relacionando Flávio Bolsonaro ao Banco Master, seja removido em até 24 horas. A decisão liminar é do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que também proibiu a republicação, a difusão ou a alteração artificial do conteúdo.
A medida foi tomada em uma representação apresentada pelo Diretório Nacional do PL contra Lázaro Murilo Maranhão Rosa, responsável pelo perfil “Lula pela verdade”. O partido também pediu que a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. forneça dados cadastrais e registros de acesso ligados ao responsável pela conta.
Alegações questionadas
O vídeo foi publicado em 9 de junho no formato de um “dossiê”. De acordo com o PL, a publicação afirmava que recursos públicos custodiados pelo Banco Master teriam sido destinados a Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República, e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O conteúdo também vinculava o filme “Dark Horse” a uma suposta lavagem de dinheiro público.
O partido argumentou que as acusações não têm respaldo nos fatos. A legenda afirmou ainda que as investigações mencionadas, relacionadas à Operação Compliance Zero, dizem respeito a aportes do Rioprevidência no Banco Master, têm como alvo o ex-governador Cláudio Castro e não apontam Flávio Bolsonaro como réu, indiciado ou investigado.
Na conta @lulapelaverdade, havia sido publicada a frase: “O clã Bolsonaro ainda precisa nos dar uma resposta sobre os R$ 134 milhões pedidos a um banqueiro preso.” O vídeo não estava mais disponível no perfil na manhã desta quarta-feira.
Mensagens escritas e um áudio de contatos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram divulgados em maio. Neles, o candidato do PL pedia dinheiro para ajudar a financiar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O descumprimento da ordem pode levar à aplicação de multa ou à adoção de outras medidas.



