Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Blefaroplastia exige avaliação individual antes da indicação

Cirurgião plástico explica que o procedimento pode envolver diferentes estruturas e não se resume à retirada de pele.

Blefaroplastia exige avaliação individual antes da indicação
Foto: Freepik/Revista Malu

A blefaroplastia deve ser indicada a partir da avaliação individual da anatomia, dos sintomas e das condições clínicas de cada paciente. O cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que as técnicas atuais permitem abordagens mais específicas e que a consulta é importante para alinhar expectativas, segurança e objetivos.

Segundo Di Sessa, a queixa inicial nem sempre revela a estrutura responsável pelo aspecto de cansaço ou peso no olhar. O planejamento pode considerar excesso de pele, gordura orbital, musculatura, posição das pálpebras e a relação entre a região dos olhos e a bochecha. Por isso, a cirurgia não se limita à remoção de pele.

Indicação depende da avaliação

Não existe uma faixa etária específica para recomendar a blefaroplastia. Bolsas hereditárias, flacidez e excesso de pele podem aparecer em momentos diferentes da vida. A decisão leva em conta a anatomia, os incômodos apresentados, os sintomas e as condições clínicas observadas durante a consulta. A idade participa dessa análise, mas não é um critério isolado.

Também não é necessário retirar toda a gordura das bolsas em todos os casos. Parte do tecido pode ser preservada ou reposicionada para suavizar depressões abaixo dos olhos e melhorar a transição com a bochecha. A remoção excessiva pode acentuar áreas encovadas e prejudicar a naturalidade do contorno.

Sintomas de olho seco, como ardência, sensação de areia, lacrimejamento frequente e uso recorrente de lágrimas artificiais, precisam ser informados antes da cirurgia. Essas alterações podem exigir cuidados específicos no planejamento, já que ressecamento e desconforto podem ocorrer temporariamente no pós-operatório.

Na pálpebra inferior, a incisão externa não é obrigatória. Em alguns pacientes, o acesso pode ser feito pela parte interna da pálpebra, pela via transconjuntival, especialmente quando há bolsas de gordura sem excesso importante de pele. A presença de flacidez ou alterações musculares pode levar à indicação de outro acesso.

Recursos regenerativos, como PRP, PRF, nanofat e derivados da gordura autóloga, podem complementar o rejuvenescimento da região dos olhos quando houver indicação. Os benefícios e o nível de evidência variam entre os métodos, que devem ser escolhidos após avaliação individual.

Di Sessa afirma: "O melhor resultado não depende de retirar o máximo possível, mas de tratar cada estrutura na medida necessária." A orientação sobre recuperação, limites do procedimento e cuidados antes e depois também faz parte da indicação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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