Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Saúde

Catetos e queixadas exigem distância quando são vistos em trilhas

A presença de um único animal não indica que ele esteja sozinho; observar o grupo sem interferir reduz os riscos para pessoas e animais.

Catetos e queixadas podem aparecer em trilhas mesmo quando apenas um indivíduo é percebido. Como vivem em grupos, outros animais podem estar escondidos pela vegetação. A conduta mais segura é manter distância, evitar bloquear a passagem e não tentar se aproximar para fotografar ou identificar a espécie.

Os dois animais são pecarídeos, parentes dos porcos, mas não pertencem ao grupo dos porcos domésticos nem dos javalis. O cateto é identificado como Pecari tajacu, enquanto o queixada corresponde a Tayassu pecari. As informações sobre características e comportamento são descritas pelo Animal Diversity Web, mantido pela Universidade de Michigan.

A aparência ajuda a explicar a confusão entre as espécies. O cateto tem uma faixa clara ao redor do pescoço, semelhante a um colar. No queixada, a marca clara aparece na parte inferior da mandíbula. Ainda assim, reconhecer o animal não deve ser motivo para reduzir a distância entre a pessoa e o grupo.

Como agir ao encontrar os animais

Um barulho no mato pode indicar a presença de outros integrantes, e não necessariamente um animal isolado. Queixadas costumam formar grupos maiores que os de catetos, embora essa dimensão varie conforme a população e o ambiente. A proximidade de cães, a tentativa de cercar um indivíduo e o bloqueio de uma passagem podem aumentar a tensão. A presença de filhotes também exige cautela.

Durante o encontro, é recomendado:

  • observar se há movimentação além do animal que apareceu primeiro;
  • não ocupar o caminho usado pelo grupo, principalmente em trilhas estreitas;
  • impedir que cães avancem, latam perto dos animais ou persigam indivíduos separados;
  • não oferecer alimentos nem tentar chegar perto de filhotes;
  • evitar sons para provocar uma reação e não se colocar no trajeto para conseguir uma imagem melhor.

A observação pode ser feita de um ponto seguro, inclusive com recursos ópticos quando disponíveis. Um vídeo ou uma fotografia mostra apenas parte do ambiente e não revela quantos animais estão fora do enquadramento. Por isso, o registro pode ajudar a conhecer a aparência da espécie, mas não permite prever como um grupo reagirá diante de uma pessoa, de um cão ou de uma passagem obstruída.

Catetos e queixadas ocupam áreas florestais e formações mais abertas. A alimentação inclui frutos, sementes e outros recursos vegetais, cuja composição muda de acordo com o ambiente e a oferta disponível. O Animal Diversity Web descreve o cateto como consumidor de recursos variados.

A perda de habitat e as pressões humanas interferem nas populações desses animais. Evitar a aproximação protege tanto quem percorre a trilha quanto a fauna. Ao perceber que o indivíduo visto pode ser apenas parte de um grupo, o visitante consegue observar sem transformar o encontro em interferência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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