Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Saúde

Frio e chuva elevam risco para cordeiros nas primeiras horas de vida

No Rio Grande do Sul, manejo antes e depois do parto busca reduzir mortes de recém-nascidos durante o período frio.

Frio e chuva elevam risco para cordeiros nas primeiras horas de vida
Foto: Reprodução/RBS TV

O frio e a chuva aumentam o risco para cordeiros nas primeiras horas de vida, quando eles precisam se levantar, localizar a mãe e começar a se alimentar. No Rio Grande do Sul, onde muitos partos acontecem nos meses mais frios, produtores reforçam o acompanhamento dos animais recém-nascidos.

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) estima que entre 15% e 30% dos cordeiros morram nas primeiras 72 horas de vida. As condições climáticas estão entre os fatores associados à mortalidade. A presença do El Niño e períodos mais frequentes de chuva também aumentam a preocupação durante a temporada de nascimentos.

Segundo Daniel Rocha, inspetor técnico da Arco, a umidade faz os cordeiros perderem calor rapidamente e pode atrasar os primeiros movimentos. “Mais tempo demoram para levantar e para procurar a mãe”, afirmou.

Cuidados antes do nascimento

Uma das estratégias começa antes do parto, com a esquila pré-parto, que consiste na retirada da lã das ovelhas gestantes. A prática facilita o deslocamento das matrizes em busca de alimento e interfere no comportamento delas depois que os filhotes nascem.

Com menos lã, as ovelhas procuram abrigo e levam consigo os cordeiros recém-nascidos. Para Rocha, esse comportamento contribui para aumentar a sobrevivência dos animais.

Em uma propriedade rural de Bagé, as gestações são acompanhadas individualmente. As datas de cobertura são registradas para que a produtora Ana Cândida saiba quando cada ovelha deve dar cria. À medida que o parto se aproxima, as matrizes são levadas para áreas mais próximas da casa, o que permite monitorar os nascimentos.

Atualmente, cerca de 230 ovelhas estão gestantes na propriedade. A previsão é chegar a aproximadamente 250 cordeiros na temporada. Os partos de gêmeos são frequentes, e a produtora atribui a baixa perda ao manejo adotado. “A gente consegue salvar os cordeiros”, disse Ana Cândida.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.