OLINDA — Fundada em 1535 por Duarte Coelho, Olinda preserva um conjunto arquitetônico formado por ladeiras de pedra, casarões coloridos, jardins e templos religiosos. A cidade pernambucana cresceu impulsionada pela economia açucareira e pela posição geográfica, que também favoreceu pontos de observação voltados para o panorama marítimo.
O desenho urbano colonial português foi adaptado ao relevo local. Essa característica contribuiu para a formação de um centro histórico marcado por construções seculares e caminhos íngremes, integrados à paisagem tropical.
Reconstrução após a ocupação neerlandesa
Durante a ocupação neerlandesa, conflitos armados levaram ao saque e ao incêndio da vila em 1631. A reconstrução começou somente após 1654. Com o tempo, Olinda recuperou sua presença arquitetônica com a construção de templos católicos e conventos.
A região central reúne cerca de vinte igrejas barrocas. Entre os destaques estão a Catedral da Sé e o Mosteiro de São Bento, cujos interiores são associados a talhas douradas e pinturas sacras do período colonial brasileiro.
Patrimônio Mundial
O valor cultural e arquitetônico de Olinda foi reconhecido pela Unesco em 1982, quando a cidade recebeu o título de Patrimônio Mundial. O conjunto preservado combina edificações históricas, elementos religiosos e vistas da orla marítima.
O Mosteiro de São Bento fica no topo de uma colina e oferece vista panorâmica da área costeira. Sua origem remonta aos primeiros períodos da colonização, e o local reúne peças artísticas que atraem historiadores e viajantes interessados na cultura.
Entre os elementos que caracterizam a cidade estão os casarões coloniais coloridos, as ladeiras de pedra, o Mosteiro de São Bento e as igrejas barrocas do centro histórico.



