Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Complexo do Pantanal protege 187.818 hectares de áreas úmidas e fauna rara

Reconhecida pela UNESCO, a área reúne quatro unidades de conservação e depende do ciclo entre cheias e estiagens.

Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural no ano 2000, o Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal reúne 187.818 hectares de ambientes preservados. A área corresponde a cerca de um vírgula três por cento do Pantanal brasileiro e funciona como refúgio para ecossistemas aquáticos, espécies animais e formações vegetais.

O complexo é formado por quatro unidades contíguas: o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e as reservas de Acurizal, Penha e Dorochê. Juntas, elas protegem habitats sujeitos a mudanças periódicas no nível das águas e abrigam uma fauna diversificada.

Cheias e estiagens

Durante os meses chuvosos, os rios Cuiabá e Paraguai transbordam e espalham água pelas planícies. O alagamento transforma os campos em lagos rasos, distribui nutrientes pelo solo e cria condições para a reprodução de peixes.

Na estiagem, a água recua em direção aos canais principais. Lagoas remanescentes concentram peixes e atraem aves e répteis. Ao mesmo tempo, a vegetação que brota no solo fértil serve de alimento para herbívoros.

A baixa declividade do relevo faz com que o escoamento seja lento. Com isso, a planície atua como um filtro natural de água doce. Na porção ocidental, a Serra do Amolar forma uma barreira geográfica, oferece abrigo durante as cheias e funciona como corredor biológico. Suas encostas também preservam formações de relevo e tipos raros de vegetação florestal.

Refúgio para espécies

A área protegida abriga onças-pintadas, ariranhas, araras-azuis e cervos-pantaneiros. As onças encontram espaço para caçar nas matas ciliares; as ariranhas ocupam rios e corixos; as araras utilizam capões florestais e palmeirais; e os cervos circulam pelos campos alagados.

A dinâmica das águas também sustenta a ictiofauna. Cardumes usam lagoas temporárias para a desova, enquanto aves aproveitam a concentração de peixes e frutos disponíveis em diferentes períodos.

A conservação do complexo favorece atividades de ecoturismo, como a navegação por canais para observação de animais em seu habitat. Para estudantes e biólogos, o local funciona como laboratório de acompanhamento dos ciclos climáticos e hidrológicos. O monitoramento das espécies produz dados para estratégias de conservação e amplia o conhecimento sobre a área.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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