Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pesquisador brasileiro participa da identificação de novo felino na Bolívia

Eduardo Eizirik também ajudou a reconhecer uma nova subespécie nas Yungas do Peru a partir de análises genéticas.

Pesquisador brasileiro participa da identificação de novo felino na Bolívia

Um estudo identificou uma nova espécie de felino selvagem nas florestas montanhosas do país. Batizado de Leopardus tilcayo, o animal foi reconhecido após a análise genética de um filhote encontrado por um morador local em 2016, na região de Nor Yungas, e levado ao refúgio de animais La Senda Verde.

A pesquisa também descreveu uma nova subespécie, Leopardus tigrinus antisuyo, presente nas Yungas do Peru. Os dois animais fazem parte de uma complexa árvore genealógica de gatos selvagens sul-americanos, mas não são os parentes mais próximos entre si.

Participação brasileira

O estudo contou com a participação de Eduardo Eizirik, pesquisador e professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Graduado em Ciências Biológicas, ele tem mestrado em Genética e Biologia Molecular pela UFRGS, doutorado em Biologia pela Universidade de Maryland em College Park, nos Estados Unidos, e pós-doutorado, concluído em 2003, em Genética Evolutiva no Laboratório de Diversidade Genômica do Instituto Nacional de Câncer, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Eizirik explicou que os gatos-do-mato podem ser classificados como espécies crípticas: animais de aparência muito semelhante, mas geneticamente distintos e com histórias evolutivas independentes. “Essa semelhança visual fez com que diferentes espécies fossem, durante muito tempo, confundidas e classificadas como uma só”, afirmou.

A publicação do estudo na revista científica Current Biology altera a compreensão sobre a diversidade desse grupo de felinos. A descoberta do Leopardus tilcayo ocorreu depois que a genética mostrou que o filhote não pertencia à espécie inicialmente considerada, Leopardus tigrinus, mas a uma linhagem evolutivamente distinta e desconhecida até então.

Os pesquisadores afirmam que o reconhecimento das espécies é relevante para a conservação, diante de ameaças como perda de habitat, caça e doenças transmitidas por animais domésticos. “Descobrir e entender estas espécies é vital para que também saibamos como protegê-las”, concluiu Eizirik.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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