Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tempo de tela reduz piscadas e pode favorecer olho seco em crianças

Uso prolongado de celulares e tablets diminui a frequência do piscar e pode causar desconforto, ardência e visão embaçada.

Tempo de tela reduz piscadas e pode favorecer olho seco em crianças

O uso prolongado de celulares e tablets pode reduzir a frequência com que crianças e adolescentes piscam, favorecendo o ressecamento da superfície dos olhos. A condição, conhecida popularmente como olho seco, tem sido observada com mais frequência em consultórios de oftalmologia pediátrica.

O problema ocorre quando a lubrificação ocular é insuficiente, seja pela produção menor de lágrimas, seja pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.

A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou que a permanência por muitas horas diante de telas próximas ao rosto diminui o ato involuntário de piscar. Com isso, as lágrimas evaporam mais rapidamente, o que provoca sensação de secura e desconforto.

Adolescentes estão mais expostos

De acordo com a especialista, adolescentes podem estar mais sujeitos ao problema porque passam boa parte do tempo em celulares, além de usarem tablets e computadores para estudar. O uso recreativo costuma continuar em casa, muitas vezes no quarto, em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação.

“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, relatou Ana Paula durante um debate no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), realizado em Salvador até o próximo sábado (12).

A oftalmologista afirmou que reduzir o tempo diante das telas é uma medida necessária. Ela citou a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria de limite máximo de duas horas diárias para crianças acima de 6 anos e adolescentes.

Além do desconforto ocular, a especialista destacou que o celular exige atenção por ser a menor das telas e, segundo ela, ter maior potencial de prejudicar a visão. Em relação às crianças menores, Ana Paula observou que ainda é comum vê-las brincando, enquanto o uso intenso do celular aparece com mais dificuldade entre os adolescentes.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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