Os contratos futuros de algodão para dezembro recuaram 4,83% na bolsa de Nova York e fecharam a 78,86 centavos de dólar por libra-peso. A queda ocorreu após a valorização recente, em um movimento de realização de lucros e redução de posições compradas pelos fundos.
Pery Pedro afirmou que os preços vêm perdendo força desde o começo de setembro. Há um mês, os contratos com vencimento em dezembro eram negociados acima de 91 centavos. O mercado havia ampliado as apostas na alta diante da expectativa de uma quebra na safra dos Estados Unidos, mas a perspectiva de problemas maiores para a produtividade não se confirmou.
“Ainda que a colheita esteja em 18%, a janela para possíveis problemas está se fechando”, disse o especialista. Segundo ele, os fundos passaram a devolver parte da alta de 35% registrada recentemente.
Também havia expectativa de que uma reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China gerasse demanda adicional pelo algodão americano. Como isso não ocorreu e não surgiram grandes problemas para a produção, os fundos desmontaram posições compradas no mercado de Nova York.
Outros contratos agrícolas
Pery Pedro afirmou que o próximo limite de baixa para o algodão está em 75 centavos, depois da região de 78 centavos. O especialista também destacou que ainda será necessário observar até onde os fundos levarão o movimento de queda.
No cacau, os contratos para dezembro recuaram 3,24% e fecharam a US$ 5.408 por tonelada. Anton Kharitonov, especialista da Traders Union, atribuiu a pressão à oferta abundante da Costa do Marfim, maior produtora mundial de amêndoas. Para ele, a tendência de baixa deve continuar, com as cotações abaixo das médias móveis de curto prazo.
O café fechou praticamente estável, com alta de 0,24%, a US$ 2,8945 por libra-peso, mesmo depois de subir mais de 3% na sessão anterior. A expectativa de novas quedas está relacionada ao aumento da oferta no curto prazo no Brasil, maior exportador mundial de café arábica. As chuvas recentes em áreas produtoras também podem favorecer a produção na temporada 2027/28.
O suco de laranja concentrado e congelado subiu 3,05%, para US$ 1,5360 por libra-peso, nos contratos para novembro. Já o açúcar demerara, com vencimento em março do ano que vem, avançou 1,51%, a 18,84 centavos de dólar por libra-peso.



