NOVA YORK — A queda do petróleo influenciou o desempenho das commodities agrícolas na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (11/9). O açúcar demerara com entrega para março de 2027 encerrou o pregão a 19,13 centavos de dólar a libra-peso, com baixa de 3,14%.
A consultoria Barchart afirmou que a desvalorização do petróleo pressiona os preços do etanol. Nesse cenário, usinas de todo o mundo podem direcionar menos cana-de-açúcar para o biocombustível e ampliar o volume destinado à produção de açúcar, o que elevaria a oferta do produto.
O petróleo recuou mais de 2% na sessão, depois de ter avançado 2% na véspera. O movimento também ocorreu após as altas recentes do açúcar, que havia alcançado o maior valor em três anos em Nova York. Com os preços em níveis mais altos, investidores realizaram lucros. Ao mesmo tempo, permanece a percepção de que a oferta mundial está ajustada.
Desempenho de outras commodities
O algodão terminou o dia em forte queda. Os contratos para dezembro recuaram 2,45%, para 86,06 centavos de dólar a libra-peso.
No café, os preços também ficaram mais baixos, em meio à percepção de uma oferta maior no curto prazo. Os contratos de arábica para dezembro caíram 0,85%, a US$ 2,8570 a libra-peso.
O suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla FCOJ, foi na direção oposta. Os contratos para novembro subiram 1,04%, a US$ 1,4525 a libra-peso, em um dia de ajustes técnicos.
Já o cacau teve leve baixa no último pregão da semana. Os lotes para dezembro recuaram 0,02%, para US$ 5.961 a tonelada.



