Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fiscalização apreende 272 frascos de mel e aponta irregularidades em Araras

Análises indicaram adulteração ou excesso de sacarose em 28 das 32 amostras examinadas por laboratório ligado à Unesp.

Fiscalização apreende 272 frascos de mel e aponta irregularidades em Araras
Foto: Prefeitura de Araras

Fiscalizações realizadas pela Prefeitura de Araras apreenderam 272 frascos de mel em estabelecimentos do município. A ação começou em maio deste ano após uma denúncia sobre a possível venda de produtos adulterados ou sem origem comprovada.

Do total apreendido, 240 frascos foram inutilizados nos próprios estabelecimentos. As outras 32 unidades foram encaminhadas para análises laboratoriais, realizadas em parceria com o Serviço de Orientação à Alimentação Pública da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp Botucatu.

A fiscalização é conduzida pelas Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Agricultura e de Saúde. O trabalho verifica a origem e a regularidade do mel comercializado, além de parâmetros relacionados à identidade, à qualidade e à segurança dos produtos.

Resultados dos exames

Das 32 amostras analisadas, 28 apresentaram resultados em desacordo com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do mel, estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Em 22 delas, os resultados indicaram adulteração. Outras seis apresentaram teor de sacarose acima do limite previsto para o produto.

O excesso de sacarose pode estar relacionado à colheita precoce, antes da maturação adequada, ou à alimentação artificial das abelhas com xarope de açúcar próximo ao período da colheita. A alteração também pode estar associada à adulteração.

Somente quatro amostras apresentaram resultados compatíveis com os parâmetros avaliados. A médica veterinária Natália Amaral Ambrósio, do Serviço de Inspeção Municipal, ressaltou que isso não significa que os produtos sejam integralmente seguros ou regulares para venda. Uma dessas amostras tinha registro no serviço de inspeção municipal de outro município e, por isso, não podia ser comercializada em Araras.

Os exames avaliam apenas os parâmetros pesquisados. Assim, um resultado satisfatório não permite concluir, isoladamente, que o produto esteja livre de adulterações, contaminantes ou resíduos não analisados. Fraudes mais elaboradas podem exigir técnicas específicas para identificação.

Na compra, o consumidor deve conferir a identificação do fabricante, o lote, a validade e o selo do serviço oficial de inspeção, como SIM, SISP ou SIF. Produtos sem rótulo, sem fabricante identificado, sem selo, com informações incompletas ou rasuradas, ou sem procedência comprovada exigem atenção. Cor, viscosidade e cristalização, isoladamente, não determinam se o mel é verdadeiro ou adulterado.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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