Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Boi tem um estômago com quatro compartimentos, explica pesquisador

Rúmen, retículo, omaso e abomaso atuam em etapas diferentes da digestão e permitem a ruminação dos bovinos.

Boi tem um estômago com quatro compartimentos, explica pesquisador
Foto: Divulgação/GDR

Bovinos não têm quatro estômagos separados. Eles possuem um único estômago dividido em quatro compartimentos: rúmen, retículo, omaso e abomaso. Juntas, essas estruturas permitem a digestão de alimentos de origem vegetal e o processo de ruminação.

A explicação é de João Paulo Rodrigues, pesquisador da área de nutrição animal na Embrapa Gado de Leite. Cada compartimento exerce uma função específica dentro do sistema digestivo.

O papel de cada compartimento

O rúmen é o maior dos quatro compartimentos e ocupa uma parte significativa da cavidade abdominal. Nele ocorre a fermentação bacteriana. Microrganismos presentes no órgão decompõem a celulose das plantas e a transformam em substâncias mais simples, como os ácidos graxos voláteis. Essas substâncias são absorvidas pelo animal e fornecem energia.

Após passar pelo rúmen, o alimento chega ao retículo. É nesse compartimento que se forma o bolo alimentar que será regurgitado, dando início à ruminação.

O omaso participa da absorção de água e de alguns nutrientes, entre eles sais minerais. Sua estrutura interna tem dobras longitudinais largas, semelhantes às páginas de um livro.

O abomaso é considerado o verdadeiro estômago dos bovinos. Nele acontece a digestão química, realizada com a ação de enzimas produzidas pelo próprio animal. Assim, os quatro compartimentos integram um mesmo sistema digestivo, embora tenham funções distintas.

Por que o boi mastiga repetidamente?

A mastigação ajuda na digestão dos ruminantes, grupo que inclui bovinos, ovinos, caprinos, bubalinos e girafas. Esses animais têm um sistema digestivo adaptado para aproveitar a celulose de plantas fibrosas.

Ao triturar o alimento vegetal em partículas menores, a mastigação facilita a ação dos microrganismos do rúmen sobre os carboidratos estruturais das plantas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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