A melhora das chuvas em Gana e na Costa do Marfim mudou as expectativas para a oferta de cacau e levou os contratos para dezembro a uma queda de 7,71% na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (18/9). A tonelada encerrou o pregão a US$ 5.327.
Carolina França, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, afirmou que o oeste africano vinha registrando chuvas abaixo da média, mas passou por uma reversão nos últimos dias, principalmente em Gana. Segundo ela, a condição climática durante o florescimento beneficia a safra intermediária.
Estoques e exportações
Além do clima, o aumento dos estoques de cacau em Nova York e na Europa contribuiu para a pressão sobre os preços. França relacionou parte da recomposição das reservas americanas ao volume de exportações do Equador, que embarcou mais de 55 mil toneladas em agosto.
A analista também apontou a possibilidade de uma oferta maior no curto prazo. As entregas da safra 2026/27 no oeste africano começaram em ritmo mais lento neste ciclo, mas aceleraram.
Outros contratos agrícolas
O algodão acompanhou o movimento de baixa. Os lotes para dezembro recuaram 1,24% e fecharam a 81,15 centavos de dólar a libra-peso.
Na bolsa americana, o açúcar demerara para março do ano que vem caiu 0,44%, a 18,24 centavos de dólar a libra-peso.
Já o café teve alta em meio a ajustes técnicos. Os contratos de arábica para dezembro avançaram 1,45%, para US$ 2,8050 a libra-peso.
O suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla FCOJ, também subiu. Os lotes para novembro fecharam com valorização de 0,64%, a US$ 1,4090 a libra-peso.



