Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cotribá muda comando após negativa da recuperação judicial no Rio Grande do Sul

Carlos Diehl deixou a presidência da cooperativa, que tem passivo superior a R$ 1,4 bilhão e reúne 11,7 mil produtores rurais.

Cotribá muda comando após negativa da recuperação judicial no Rio Grande do Sul

IBIRUBÁ (RS) — A Cotribá teve o pedido de recuperação judicial considerado ilegítimo pela Justiça do Rio Grande do Sul, em decisão tomada no início de setembro. No mesmo período, a cooperativa cancelou uma assembleia geral extraordinária marcada para 28 de setembro, sem informar uma nova data para a reunião.

A decisão judicial ocorreu depois que a recuperação judicial foi suspensa por uma ação do Banco Votorantim. O entendimento é de que as cooperativas têm um regime jurídico próprio para enfrentar situações de crise, com mecanismos de liquidação previstos na legislação que institui a Política Nacional de Cooperativismo.

Mudança na direção

Em meio a esse cenário, Carlos Diehl renunciou à presidência da Cooperativa Agrícola Mista General Osório Ltda. (Cotribá) nesta quinta-feira (24/9). Ele havia permanecido pouco mais de seis meses no cargo. O vice-presidente Sergio Strentske assumiu a liderança, e Paulo Prediger foi indicado pelo Conselho de Administração para ocupar a vice-presidência.

A Cotribá informou que a mudança dos representantes legais não altera o funcionamento das operações. “A nova administração seguirá com foco na recuperação, na reorganização, na continuidade das operações e na construção das condições necessárias para seu fortalecimento”, afirmou a cooperativa.

Passivo e trocas anteriores

Fundada em 1911, a cooperativa reúne 11,7 mil produtores rurais e tem dívidas superiores a R$ 1,4 bilhão com bancos, empresas de insumos agrícolas e milhares de agricultores.

Em 6 de agosto, Paulo Antonio Goulart foi destituído do cargo de CEO, em uma medida descrita pela Cotribá como parte do plano de reestruturação. Nenhum substituto foi indicado. Goulart ficou cinco meses na função. Antes dele, Luis Felipe Maldaner permaneceu quatro meses no cargo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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