Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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El Niño pode chegar à categoria muito forte entre setembro e outubro

Anomalia no Pacífico Equatorial está em 1,8°C, e projeções apontam até 98% de chance de intensificação do fenômeno.

El Niño pode chegar à categoria muito forte entre setembro e outubro

O El Niño, que já alcançou intensidade forte em setembro, pode atingir a categoria de muito forte entre o fim deste mês e o começo de outubro, segundo a Climatempo. A possível mudança ocorrerá no início da primavera no Hemisfério Sul.

A temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Oceano Pacífico Equatorial, registra anomalia de aproximadamente 1,8°C. O índice caracteriza o episódio atual como forte e o deixa próximo do nível considerado muito forte, atingido quando a anomalia chega a 2°C ou mais.

As projeções mais recentes indicam probabilidade entre 97% e 98% de o fenômeno alcançar essa intensidade. Também aumentou a possibilidade de que o episódio se torne o mais intenso da série histórica monitorada desde 1950.

Efeitos dependem de outros fatores

A intensidade do El Niño, sozinha, não define a dimensão dos impactos em cada região. Mesmo na categoria muito forte, o fenômeno não significa necessariamente que todas as áreas influenciadas terão condições extremas.

De acordo com a Climatempo, o fortalecimento eleva a probabilidade de ocorrência dos padrões atmosféricos normalmente associados ao El Niño. Os efeitos, no entanto, dependem da interação com outros fatores oceânicos e atmosféricos. Assim, chuva, seca e ondas de calor podem variar em intensidade e duração conforme a região e o período.

No Brasil, a região Sul costuma registrar volumes de chuva acima da média durante episódios de El Niño. No Norte, aumenta o risco de períodos mais secos e de agravamento da deficiência de precipitações.

O fenômeno também pode favorecer ondas de calor, principalmente quando combinado com padrões atmosféricos que mantêm as temperaturas elevadas por períodos prolongados. Quanto maior a intensidade, maior tende a ser a probabilidade desses padrões, mas os efeitos não devem ocorrer de forma uniforme em todo o país.

A distribuição das chuvas, a duração das estiagens e a intensidade do calor dependerão da combinação de diferentes fatores. Por isso, o comportamento da atmosfera e do Oceano Pacífico continuará sendo monitorado ao longo da primavera.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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