Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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EUA, Chile e Rússia ampliam compras e reduzem impacto da queda na China

Os três mercados aumentaram em aproximadamente 114 mil toneladas as compras de carne bovina brasileira nos primeiros oito meses de 2026.

EUA, Chile e Rússia ampliam compras e reduzem impacto da queda na China
Foto: Agência Brasil/arquivo

As exportações brasileiras de carne bovina para Estados Unidos, Chile e Rússia cresceram nos primeiros oito meses de 2026 e compensaram a redução dos embarques para a China. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que os três mercados compraram juntos aproximadamente 114 mil toneladas a mais que no mesmo período de 2025, enquanto as compras chinesas recuaram cerca de 75 mil toneladas.

A China importou cerca de 948 mil toneladas de carne bovina brasileira entre janeiro e agosto de 2025. No mesmo intervalo de 2026, o volume caiu para aproximadamente 873 mil toneladas, redução de quase 8%. Mesmo com a retração, o país continua como principal destino da proteína brasileira e é considerado estratégico para o setor.

Os Estados Unidos registraram o maior avanço entre os mercados analisados. Os embarques passaram de aproximadamente 176 mil toneladas, entre janeiro e agosto de 2025, para 241 mil toneladas no mesmo período de 2026. O crescimento foi de 65 mil toneladas, ou cerca de 37%.

No Chile, as exportações subiram de cerca de 80 mil toneladas nos primeiros oito meses de 2025 para 106 mil toneladas no período correspondente de 2026. O aumento foi de aproximadamente 26 mil toneladas, equivalente a 32,5%.

A Rússia também ampliou as compras, de 60 mil para 83 mil toneladas, alta de 23 mil toneladas, ou cerca de 38%. Somados, Estados Unidos, Chile e Rússia adquiriram aproximadamente 430 mil toneladas de carne bovina brasileira entre janeiro e agosto de 2026, contra 316 mil toneladas no mesmo período de 2025.

O México teve leve recuo, com compras próximas de 66 mil toneladas. A diversificação dos destinos ganhou importância depois que o Brasil atingiu, em setembro, a cota de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas para exportações ao mercado chinês em 2026. O volume excedente fica sujeito a uma sobretaxa de 55%, que, somada à tarifa regular de 12%, eleva a tributação total para 67%.

Governo e setor produtivo buscam ampliar a cota ou reduzir a tributação. Enquanto não há mudança nas condições de acesso à China, a estratégia envolve a expansão de outros mercados.

O Brasil ainda pode superar o recorde anual de exportações de carne bovina. No ano passado, foram embarcadas aproximadamente 3,1 milhões de toneladas. Nos primeiros oito meses de 2026, o total chegou a cerca de 1,91 milhão de toneladas. Se, entre setembro e dezembro, o país repetir o volume exportado nos mesmos quatro meses de 2025, os embarques podem alcançar aproximadamente 3,15 milhões de toneladas no fechamento de 2026.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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