Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cota de carne bovina para a China pode acabar até abril de 2027

Abiec estima antecipação do esgotamento da cota brasileira e diz que setor discute a distribuição dos volumes entre exportadores.

Cota de carne bovina para a China pode acabar até abril de 2027

A cota brasileira de carne bovina destinada à China em 2027 pode ser totalmente utilizada entre março e abril, antes do período registrado neste ano. A projeção é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, e considera o ritmo médio das vendas e a possibilidade de os volumes não serem divididos entre as empresas exportadoras.

Sem uma distribuição, a disputa entre os frigoríficos pode acelerar os embarques. Exportadores também podem antecipar vendas de cargas com embarque a partir de novembro, para chegada aos portos chineses em 2027 e contabilização na cota daquele ano. Perosa ponderou, porém, que a China mantém estoques elevados de carne bovina e produção de carne suína no nível máximo. “Isso ainda é um enigma”, afirmou.

Impacto para o setor

A cota brasileira de 2027 deve incorporar 22 mil toneladas adicionais. Neste ano, o limite foi de 1,106 milhão de toneladas.

Segundo Perosa, julho, agosto e setembro foram meses difíceis para a indústria, período em que o Brasil deixou de vender carne bovina aos chineses. A interrupção reduziu o acesso ao mercado para cortes dianteiros e afetou o planejamento das plantas e a formação de preços. O executivo também afirmou que várias empresas usavam como capital de giro os pagamentos antecipados feitos por importadores chineses.

Sem as cotas, o Brasil poderia ter alcançado 2 milhões de toneladas vendidas à China, na avaliação do presidente da Abiec. Ele disse que a cota americana trouxe algum alívio, mas não substitui automaticamente o mercado chinês. Caso o limite de 2027 termine entre o fim de março e abril, o período em que os exportadores não poderão vender sem a tarifa de 55% poderá passar de três para seis meses.

A Abiec mantém conversas com o governo federal para que a cota chinesa seja distribuída conforme a participação de mercado e o desempenho das vendas de cada exportador. A entidade defendeu a medida ao longo de 2026, mas ainda não recebeu sinalização favorável à adoção.

Uma missão chinesa prevista para começar neste fim de semana deve avaliar novas habilitações de frigoríficos brasileiros. Também estão previstas visitas a unidades que tiveram a autorização suspensa e a plantas produtoras de miúdos bovinos e suínos, conforme informou Cleber Soares, secretário executivo do Ministério da Agricultura.

Sobre Japão e Coreia do Sul, Perosa disse que as visitas oficiais para avaliação sanitária já foram realizadas. De acordo com ele, a abertura desses mercados depende agora de documentação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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