CHICAGO — A possibilidade de que produtos agrícolas estejam incluídos em um entendimento entre Estados Unidos e China ajudou a soja a terminar a sessão desta sexta-feira (25/9) em alta, embora os preços dos grãos tenham oscilado pouco na bolsa de Chicago. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse que os detalhes do acordo serão divulgados na segunda-feira (28).
Os contratos da soja para novembro subiram 0,11%, para US$ 13,19 o bushel. Antes do fechamento, a commodity operava em queda, mas reagiu após a declaração de Greer. A Royal Rural informou que esse movimento ocorreu mesmo sem novidades apresentadas no encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
Pontos ainda pendentes
Isabela Garcia, analista de inteligência de mercado da StoneX, afirmou que permanecem indefinidas as compras chinesas de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas americanos, as tarifas de exportação da soja dos EUA e outros temas fora da pauta agrícola. Para ela, a ausência de definições relevantes influenciou o desempenho do complexo de grãos.
Depois das negociações entre os dois países, o mercado da soja deve voltar a acompanhar a colheita nos Estados Unidos. Chuvas em áreas produtoras reduziram o ritmo dos trabalhos, o que, conforme Garcia, tem pressionado o setor de esmagamento americano pela chegada mais lenta da oleaginosa. No Brasil, ainda não havia registro de problemas nas condições para o plantio.
Milho e trigo
O milho encerrou a sessão praticamente estável. Os contratos para dezembro avançaram 0,14%, a US$ 5,2825 o bushel, em uma sessão marcada pela alternância entre altas e baixas e pela expectativa em torno de possíveis acordos agrícolas entre EUA e China.
O trigo caiu 0,53%, a US$ 7,0325 o bushel, registrando a quarta baixa seguida em Chicago. A T&F Consultoria Agroeconômica associou o movimento às exportações americanas fracas nesta semana e afirmou que as dificuldades para obter o produto pelo Mar Negro ainda não estão sendo direcionadas aos Estados Unidos. A consultoria também informou que as restrições ao tráfego marítimo na região permanecem severas, apesar da retórica diplomática e das discussões sobre eventuais tréguas durante a Assembleia Geral da ONU.



