A produção brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve chegar a 352,9 milhões de toneladas em 2026, conforme a estimativa de agosto do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa alta de 2% em relação à safra de 2025.
A projeção foi divulgada nesta terça-feira (15), no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Na comparação com a estimativa de julho, houve estabilidade, com redução de 81.416 toneladas.
A área prevista para colheita em 2026 é de 83,1 milhões de hectares. O número corresponde a um aumento de 1,8% sobre a área colhida em 2025, com acréscimo de 1,5 milhão de hectares. Na comparação com julho, a variação também foi considerada estável, apesar do recuo de 17.303 hectares.
Soja e milho
Para a soja, o IBGE estima produção de 174,8 milhões de toneladas em 2026. O volume é 0,1% menor que o projetado em julho, com redução de 114.566 toneladas, mas supera em 5,3% a produção de 2025. A alta em relação ao ano anterior equivale a 8,7 milhões de toneladas.
A produtividade média deve crescer 3,9%, enquanto a área a ser colhida aumenta 1,3% na comparação entre 2025 e 2026.
A estimativa para o milho é de 141,8 milhões de toneladas, praticamente estável ante julho, com acréscimo de 36.547 toneladas. Em relação a 2025, a produção projetada é 0,1% maior. O avanço está associado ao aumento de 2,1% da área colhida. No entanto, o rendimento médio deve cair 2%, passando de 6.364 quilos por hectare (kg/ha) para 6.237 kg/ha.
Para o milho 1ª safra, a previsão de agosto é de 29,7 milhões de toneladas, queda de 0,7% em relação ao mês anterior. Já o milho 2ª safra deve alcançar 112,1 milhões de toneladas, alta de 0,2% ante julho, mas 3,4% abaixo da produção do ano anterior, caso a estimativa seja confirmada.



