Os abates de bovinos, frangos e suínos no Brasil atingiram os maiores volumes para um segundo trimestre desde o início das respectivas séries históricas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15/9) nas Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha.
Entre abril e junho, foram abatidas 10,721 milhões de cabeças de bovinos, alta de 1,3% ante o segundo trimestre de 2025. Na comparação com os primeiros três meses de 2026, o crescimento foi de 4%. O volume ficou 135,71 mil cabeças acima do registrado no mesmo período do ano anterior, com aumento em 19 das 27 unidades da federação analisadas. São Paulo teve o maior acréscimo, de 151,70 mil cabeças.
O abate de frangos chegou a 1,69 bilhão de aves, avanço de 1,8% em relação ao segundo trimestre de 2025. Houve crescimento em 17 das 26 unidades da federação consideradas pelo IBGE. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, porém, o volume caiu 1,2%.
No segmento de suínos, foram abatidas 15,70 milhões de cabeças, alta de 4% sobre o mesmo trimestre de 2025 e expansão de 2,6% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O número de unidades da federação com aumento foi de 19 entre 27. Mato Grosso do Sul registrou o principal acréscimo, com 229,79 mil cabeças.
A pesquisa também apontou alta de 1,9% na quantidade de peças inteiras de couro bovino recebidas pelos curtumes, que somaram 10,96 milhões no segundo trimestre. O resultado cresceu na mesma proporção ante o primeiro trimestre de 2026.
A produção de ovos de galinha alcançou 1,25 bilhão de dúzias, volume 0,8% superior ao do segundo trimestre de 2025 e 2% acima do primeiro trimestre de 2026. Já o preço médio do leite pago ao produtor foi de R$ 2,70: queda de 1,5% em um ano, mas alta de 20,5% frente ao primeiro trimestre de 2026.



