Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Projeto em Roraima recebe primeira parcela de financiamento de R$ 116 milhões

Recursos do BNDES apoiarão a recuperação de 2 mil hectares com sistemas agroflorestais e o plantio de aproximadamente 9,7 milhões de mudas.

Projeto em Roraima recebe primeira parcela de financiamento de R$ 116 milhões

O BNDES liberou R$ 18 milhões para a Corageous Land iniciar um projeto de recuperação de áreas degradadas com sistemas agroflorestais (SAF) em Roraima. Esse é o primeiro desembolso de um financiamento de R$ 116 milhões aprovado pelo banco com recursos do Fundo Clima. Ao todo, a iniciativa exigirá R$ 340,8 milhões em investimentos.

A empresa pretende converter 2 mil hectares em sistemas agroflorestais, com o plantio de aproximadamente 9,7 milhões de mudas. A previsão é combinar espécies nativas e cultivos de café, cacau, açaí, banana, pimenta-do-reino, coco e madeiras nobres. O modelo de referência terá 13 espécies distribuídas em diferentes estratos de vegetação, incluindo castanheira, cumaru, angelim, ipê e pau-de-balsa.

A recuperação da área deverá remover aproximadamente 33,9 mil toneladas de CO2 equivalente por ano. O projeto inclui a instalação de viveiros próprios, o beneficiamento da produção, capacitação local e parcerias com universidades e instituições de pesquisa.

Empregos e estrutura

O financiamento também será destinado à compra de insumos, mão de obra, obras civis e agroindustriais, máquinas, equipamentos e capital de giro. Conforme o BNDES, a implantação do sistema deve gerar 603 empregos diretos e indiretos. Depois dessa etapa, a expectativa é manter 682 postos de trabalho, sendo 602 diretos e 80 indiretos.

Philip Kauders, cofundador e CEO da Courageous Land, afirmou que o projeto pretende associar a restauração produtiva à geração de empregos locais, à fixação de carbono e à produção de alimentos e madeiras nativas.

Para Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, o Fundo Clima permite oferecer financiamento de longo prazo para ampliar investimentos desse tipo. “Esse projeto mostra que a restauração de áreas degradadas pode estar associada à produção, à geração de empregos e à economia de baixo carbono”, disse, em nota.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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