Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Quintal já reúne 21 mil contas para negociar alimentos entre vizinhos

Plataforma permite vender, trocar e doar frutas, hortaliças e outros alimentos, além de mapear árvores e cultivos próximos.

Quintal já reúne 21 mil contas para negociar alimentos entre vizinhos
Foto: Divulgação

A plataforma Quintal alcançou 21 mil contas registradas em 275 cidades do Brasil e contabiliza 14,5 mil negociações iniciadas. Criada pela empresária e influencer Gabriella Martins de Carvalho, do Distrito Federal, a ferramenta permite vender, trocar e doar alimentos para pessoas que moram nas proximidades.

O serviço foi criado em agosto e ganhou visibilidade após um vídeo sobre a proposta superar 11 milhões de visualizações. A repercussão levou ao apelido de “Tinder das frutas”, em referência à possibilidade de encontrar pessoas próximas interessadas em determinados alimentos — sem que a plataforma tenha como foco relacionamentos.

Uma rede para os alimentos disponíveis

O cadastro é gratuito. Depois de entrar na plataforma, o usuário pode anunciar produtos para venda, troca ou doação e procurar algo específico que queira receber. A negociação ocorre diretamente entre os participantes.

O Quintal também conta com um mapa colaborativo. Nele, a comunidade pode registrar árvores frutíferas e ervas, inclusive em espaços públicos, e informar quando há produção disponível. Segundo Gabriella, esse recurso transforma as observações dos usuários em uma referência coletiva sobre o que pode ser encontrado em cada região.

Outra ferramenta é a seção “Meus Cultivos”. Nessa área, a pessoa registra os alimentos de sua propriedade e, quando chega o período de determinada safra, pode ativar a oferta da colheita sem precisar cadastrar cada item novamente.

Origem da ideia

A criação surgiu de uma experiência pessoal de Gabriella. Desde a infância, ela convivia com frutas em quantidade maior do que a família conseguia consumir. Anos depois, ao mudar de casa, encontrou uma árvore de fruta-pão carregada no novo quintal.

A situação levou a empresária a considerar que o excesso de produção poderia se repetir em vários lugares: algumas pessoas teriam alimentos sobrando, enquanto outras gostariam de recebê-los. A plataforma foi pensada para aproximar esses dois grupos.

A participação não depende de ter um quintal. Moradores de apartamentos também podem comprar de alguém próximo ou receber uma doação. Diante da adesão registrada nas primeiras semanas, Gabriella trabalha na criação de um aplicativo.

“Quero fazer o alimento circular antes que vire desperdício”, afirma. Ela também relata ter recebido mensagens de pessoas que perdem frutas todos os anos, têm árvores carregadas em sítios ou querem levar a proposta para o próprio bairro.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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