Uma plataforma criada para aproximar pessoas com alimentos excedentes de quem deseja comprar, trocar ou receber doações já alcançou 21 mil contas em 275 cidades do Brasil. O Quintal também registra 14,5 mil negociações iniciadas e está sendo preparado para ganhar uma versão em aplicativo.
A ferramenta foi criada em agosto pela empresária e influencer Gabriella Martins de Carvalho, do Distrito Federal. A proposta ganhou alcance nas redes sociais depois que um vídeo de apresentação ultrapassou 11 milhões de visualizações. A partir disso, o Quintal passou a ser chamado de “Tinder das frutas”.
Do quintal para a plataforma
A ideia surgiu de uma experiência pessoal de Gabriella. Desde a infância, ela convivia com frutas em grande quantidade e nem sempre encontrava alguém para consumi-las. Depois de mudar de residência, deparou-se com uma árvore de fruta-pão carregada no novo quintal.
A situação levou a empresária a considerar que o excesso de produção poderia ocorrer em diferentes lugares: algumas pessoas tinham alimentos sobrando, enquanto outras gostariam de recebê-los. Para Gabriella, os números alcançados pelo Quintal indicam que havia uma demanda por essa conexão.
Como funciona
O cadastro é gratuito. Usuários podem anunciar diversos tipos de alimentos para venda, troca ou doação a pessoas que ainda não conhecem, mas vivem nas proximidades. A plataforma permite pesquisar itens, encontrar outros participantes e conversar diretamente.
Também há um mapa colaborativo com registros de árvores frutíferas e ervas, inclusive em espaços públicos. A comunidade pode informar quando uma árvore está produzindo, formando uma base de informações compartilhadas.
Na área “Meus Cultivos”, o usuário cadastra os alimentos da propriedade e pode ativar a oferta quando começa uma determinada safra. A participação não exige ter quintal: moradores de apartamentos também podem comprar ou receber doações de alguém próximo.
“Quero fazer o alimento circular antes que vire desperdício”, afirma Gabriella. Ela diz receber relatos de pessoas que perdem frutas todos os anos, de árvores carregadas em sítios e de interessados em levar a proposta para os próprios bairros.



