Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Ameixa combina produção em áreas menores e opções de comercialização

A cultura pode atender agricultores familiares, com variedades adaptadas ao clima brasileiro e colheita entre outubro e fevereiro.

Ameixa combina produção em áreas menores e opções de comercialização

A ameixeira pode ser uma alternativa para agricultores que querem diversificar a produção sem reservar grandes áreas para o plantio. Cada planta produz, em média, cerca de 45 quilos de frutos, de polpa firme, doce e aromática, o que contribui para o potencial de rentabilidade da cultura.

Além do consumo fresco, a ameixa é utilizada na fabricação de geleias, licores, destilados e recheios para tortas e bolos. A fruta também é usada por algumas pessoas como laxante e diurético e no combate à fraqueza, ao cansaço mental e a problemas do aparelho digestivo.

Variedades e adaptação ao Brasil

A árvore cultivada no país tem porte médio e pode chegar a 5 metros de altura. Nos pomares comerciais, porém, costuma ser mantida entre 2,5 e 3,5 metros por meio de tratos culturais. A floração é marcada por muitas flores brancas, e cada gema pode produzir três flores, chegando, em alguns casos, a quatro ou cinco botões florais.

A pesquisa brasileira com a ameixeira começou em 1938, na Estação Experimental de Pelotas (RS), atual Embrapa Clima Temperado, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O cultivo comercial ganhou impulso a partir dos anos de 1960, com o desenvolvimento de cultivares que exigem menos frio, incluindo trabalhos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Nas décadas de 1970 e 1980, a Embrapa desenvolveu variedades para regiões com níveis moderados de frio, de cerca de 300 horas com temperaturas abaixo de 7,2ºC. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) também participou do lançamento de cultivares. Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram a produção, enquanto pomares avançam no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais.

As variedades mais cultivadas são de origem chinesa, embora sejam conhecidas como ameixa-japonesa (Prunus salicina), da família Rosaceae. Já a ameixa europeia (Prunus domestica) exige temperaturas mais baixas para frutificar.

Implantação e manejo

O clima temperado ou subtropical é considerado ideal. Em áreas quentes, o cultivo deve ser feito em locais mais altos e de temperaturas amenas. O plantio pode ocorrer no inverno, entre junho e julho, em terrenos próximos a fontes de água, porque as mudas precisam de irrigação principalmente nos primeiros meses.

A recomendação é adquirir mudas enxertadas, com 70 a 100 centímetros de altura e diâmetro entre 15 e 20 milímetros, em viveiros que ofereçam plantas sadias e bem formadas. O solo deve ser profundo, permeável e bem drenado, permitindo que as raízes alcancem até 1 metro. Antes da instalação do pomar, a acidez deve ser corrigida com calagem para elevar o pH para cerca de 6, aproximadamente três meses antes do plantio.

As covas precisam ter, no mínimo, 40 centímetros de comprimento, largura e profundidade. Cerca de 30 dias antes do plantio, devem receber aproximadamente 20 quilos de esterco de curral ou 2 quilos de esterco de aves, além de calcário e superfosfato simples.

No primeiro ano, recomenda-se aplicar adubação nitrogenada a cada dois meses, especialmente na primavera e no verão. A irrigação é indispensável no início do crescimento, enquanto as podas devem ser realizadas durante toda a vida útil da fruteira. Na Prunus salicina, o desponte dos ramos ajuda a controlar o excesso de frutos, estimula o crescimento vegetativo e melhora o equilíbrio da planta.

A produção começa cerca de dois anos após o plantio e atinge o auge entre o sexto e o oitavo ano. A colheita ocorre de outubro a fevereiro, conforme a variedade. O cultivo pode ser feito até em canteiros, e o preço de cada muda enxertada fica entre R$ 10 e R$ 20. Entre as orientações complementares estão o uso de leguminosas ou cereais de inverno entre as linhas do pomar e a busca por assistência em Ematers e universidades com cursos na área de fruticultura.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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