Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Coorte de Pelotas identifica avanço da obesidade e de transtornos mentais aos 30 anos

Pesquisa da UFPel acompanhou 3.333 pessoas nascidas em 1993 e também apontou avanços em escolaridade e emprego.

Coorte de Pelotas identifica avanço da obesidade e de transtornos mentais aos 30 anos
Foto: Daniela Xu/Acervo UFPel

A geração nascida em 1993 e acompanhada desde os primeiros dias de vida chegou aos 30 anos com maior escolaridade e participação no mercado de trabalho, mas também apresentou aumento da obesidade, dos transtornos mentais comuns e da exposição ao tabaco. Os dados são da Coorte de Nascimentos de 1993, conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Na avaliação mais recente, realizada entre 2023 e 2024, 3.333 participantes foram entrevistados. A média de anos de estudo passou de 9,8, aos 22 anos, para 10,3 aos 30. As mulheres tiveram indicadores educacionais superiores: 48,4% alcançaram 12 anos ou mais de escolaridade formal, ante 38,1% dos homens.

A proporção de participantes empregados também aumentou, de 63% aos 22 anos para 75,7% aos 30. Entre as mulheres que não trabalhavam, 41,4% disseram ter deixado o emprego para cuidar dos filhos em tempo integral. Entre os homens, esse motivo foi citado por 0,9%. Para os homens sem ocupação, os fatores mais mencionados foram falta de oportunidades de trabalho, com 29%, e problemas de saúde ou acidentes, com 18,8%.

Excesso de peso e saúde mental

A proporção de participantes com obesidade passou de 16,2% para 32,9% entre as avaliações realizadas aos 22 e aos 30 anos. Considerando conjuntamente sobrepeso e obesidade, o índice chegou a 66,5%. As medidas foram obtidas em avaliações presenciais, com verificação de peso, altura e circunferência da cintura, além de exames de composição corporal.

Os transtornos mentais comuns avançaram de 22% para 38,2% no mesmo intervalo. A ansiedade atingiu 28,7% das mulheres e 14,9% dos homens. Já a depressão foi relatada por 9,2% delas e 3,2% deles. A investigação incluiu escalas padronizadas, entrevistas presenciais feitas por psicólogos treinados e a entrevista diagnóstica M.I.N.I.

A Coorte de 1993 também registrou que 18,2% dos participantes apresentavam síndrome metabólica aos 22 anos. A condição envolve o aumento da circunferência abdominal associado a outros fatores de risco, como pressão alta e alterações na glicemia ou nos níveis de colesterol e triglicerídeos.

Exposição ao tabaco

A exposição acumulada ao tabaco foi associada à redução da função pulmonar aos 22 anos e novamente aos 30. Na avaliação mais recente, 17,7% dos participantes se declararam fumantes, enquanto 12,8% disseram usar cigarro eletrônico diariamente.

A pesquisa foi iniciada com 5.249 participantes. Ao longo do acompanhamento, foram identificados 242 óbitos, e a taxa de retenção chegou a 68,1%. Os resultados integram a avaliação dos 30 anos da coorte, cujo perfil metodológico foi publicado no International Journal of Epidemiology.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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