PORTO ALEGRE — De segunda a sexta-feira, 30 pessoas idosas passam o dia no Centro-Dia do Idoso, na Zona Sul de Porto Alegre, em uma rotina que combina atividades, convivência e cuidados. A unidade funciona das 8h às 17h: os usuários chegam pela manhã e retornam para casa no fim do dia.
A programação inclui exercícios físicos, atividades voltadas à memória e ao raciocínio, terapias, ações culturais e momentos de convivência. A proposta é apoiar a autonomia, preservar vínculos sociais e ampliar as possibilidades de participação das pessoas idosas na sociedade.
A aposentada Terezinha de Almeida, de 64 anos, frequenta o espaço e resume a experiência dizendo: “Aqui é vida”. João Carlos Silva de Campos, 66, também passou a frequentar o centro depois de se aposentar. Ele afirma que sentiu falta da rotina de trabalho e que o serviço tem sido positivo para a mente.
A gerente da unidade, Helena de la Rosa da Rosa, explica que o atendimento considera diferentes necessidades dessa fase da vida, com ações voltadas à memória, ao raciocínio lógico, à sociabilidade, ao fortalecimento muscular, à cultura e ao acesso à cidade.
Quem pode acessar
Os Centros-Dia fazem parte da política pública de assistência social e atendem pessoas idosas e suas famílias. O objetivo é oferecer acompanhamento durante o dia, reduzindo situações de isolamento e contribuindo para a manutenção da autonomia.
No Rio Grande do Sul, 20% dos habitantes têm 60 anos ou mais. Atualmente, há quatro unidades desse tipo no estado: duas em Porto Alegre e duas em Caxias do Sul. Todas são municipais, e o atendimento é gratuito.
Para frequentar os espaços, é necessário ser encaminhado por um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou por uma unidade de saúde de referência. Em Porto Alegre, há possibilidade de transporte para quem precisa. O pedido passa por avaliação técnica e, quando aprovado, o deslocamento é feito em uma van disponibilizada pela prefeitura.
Expansão da oferta
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes) lançou editais para incentivar a criação de estruturas semelhantes em outros municípios. Ao todo, R$ 39,5 milhões foram destinados ao programa em dois editais: R$ 20,5 milhões em 2024 e R$ 19 milhões em 2025.
Os recursos contemplaram 45 municípios e são destinados às obras dos locais de atendimento. O custeio das operações deverá ser assumido pelas prefeituras. Até o momento, 11 municípios iniciaram as obras.



