Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Acordo amplia venda de miúdos suínos brasileiros para a China

Protocolo autoriza a exportação de fígado, coração e esôfago, além dos miúdos externos já enviados ao mercado chinês.

Acordo amplia venda de miúdos suínos brasileiros para a China

O Brasil ampliou os produtos de origem suína autorizados para exportação à China. O ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao, assinaram neste sábado (26) um protocolo sanitário que inclui miúdos internos, como fígado, coração e esôfago.

Os dois países já tinham mercado para produtos externos dos suínos, entre eles orelha, rabo e focinho. Um protocolo prévio para a venda dos novos itens havia sido assinado durante uma missão do Ministério da Agricultura à China, realizada em maio deste ano.

André de Paula afirmou que o acordo amplia o acesso brasileiro a um mercado estimado em mais de US$ 2,5 bilhões por ano. “Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, valorização da nossa produção e mais renda e emprego no campo e na indústria”, disse o ministro, em nota.

A assinatura ocorreu no encerramento de uma auditoria chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada no último dia 20. Técnicos visitaram fazendas, estabelecimentos de produção, abatedouros e laboratórios oficiais em seis Estados, com atividades relacionadas às carnes bovina, suína e de aves. Não foram anunciadas novas habilitações de plantas nem o fim da suspensão de unidades de bovinos e aves.

Plantas autorizadas e projeções

Até recentemente, unidades de Santa Catarina, Estado reconhecido como livre de aftosa sem vacinação há mais tempo, exportavam miúdos externos para a China. Desde junho de 2026, frigoríficos do Rio Grande do Sul e do Paraná também receberam autorização.

Ao todo, 16 plantas poderão embarcar os produtos: sete em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul e uma em Mato Grosso. O Ministério da Agricultura informou que a ampliação diversifica os itens brasileiros autorizados no mercado chinês e cria possibilidades comerciais para os estabelecimentos habilitados.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos poderão ser destinadas à China. A previsão é de receita superior a US$ 100 milhões para o setor. Santa Catarina teria potencial para enviar 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos, enquanto o Rio Grande do Sul poderia direcionar mais de 40 mil toneladas anuais, além de oportunidades ligadas à carne suína com osso.

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, a mudança permite direcionar os produtos a um mercado com demanda forte e melhorar o aproveitamento da carcaça. “O ganho está justamente na qualificação dessa destinação”, afirmou em nota.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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