Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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O que separa uma ameaça teórica de uma extinção causada por IA

Especialistas reconhecem riscos associados à inteligência artificial, mas ressaltam que a superinteligência capaz de exterminar a humanidade ainda não existe.

O que separa uma ameaça teórica de uma extinção causada por IA
Foto: Fusion Medical Animation/Xataka

A possibilidade de uma inteligência artificial causar a extinção humana voltou a ser discutida após uma declaração de Evan Hubinger, chefe de alinhamento da Anthropic. Em uma publicação no X, ele afirmou acreditar que existe 10% de chance de a IA exterminar a raça humana.

A avaliação, porém, é subjetiva e considera uma tecnologia que ainda não existe. Além disso, há uma distância significativa entre uma ferramenta capaz de projetar um vírus em um computador e uma situação que levasse à morte de 8 bilhões de pessoas. Especialistas afirmam que o cenário não é impossível, mas o consideram improvável.

Vírus e modelos atuais

Uma das hipóteses debatidas envolve uma futura superinteligência capaz de criar um vírus devastador. As ferramentas de IA voltadas à biologia avançaram e já há modelos que projetam vírus funcionais para infectar bactérias. Esse desenvolvimento é apontado como um possível fator de aumento do risco de armas biológicas.

Os experimentos, contudo, exigiram cientistas de elite, laboratórios avançados, recursos significativos e centenas de testes. Os modelos disponíveis atualmente ainda não conseguem criar vírus capazes de infectar humanos.

David Bellamy, do Instituto de Modelos Fundamentais, responsável pela criação do modelo K2 Horizon, afirmou no X que provavelmente está entre as poucas pessoas que já treinaram um modelo de ponta e desenvolveram vírus personalizados com seu auxílio. Para ele, a ameaça descrita por algumas pessoas é “uma farsa completa”.

A discussão, portanto, reúne riscos associados ao avanço da IA e previsões sobre uma tecnologia futura. O texto de Bellamy também afirma que o problema não é criar o vírus, mas a fonte não apresenta a continuação dessa avaliação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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