Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Três guardas de Paranaguá são denunciados por tortura e fraude em boletim

Dois agentes foram presos preventivamente; um terceiro é suspeito de ajudar a forjar a versão registrada no boletim de ocorrência.

Três guardas de Paranaguá são denunciados por tortura e fraude em boletim
Foto: Prefeitura de Paranaguá

Dois guardas municipais foram presos preventivamente e denunciados por tortura e abuso de autoridade após a abordagem e a agressão de um homem em 5 de setembro de 2025. Um terceiro agente também foi denunciado por abuso de autoridade, sob suspeita de ter ajudado a forjar e registrar um boletim de ocorrência com informações falsas.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os dois guardas abordaram a vítima durante a madrugada, sob a alegação de que cumpririam um mandado de prisão. O homem era apontado como possível autor do furto de uma bicicleta, mas essa suspeita não foi comprovada.

Depois de ser algemado e colocado na viatura, ele foi levado para uma área isolada e de acesso difícil. Conforme a investigação, os agentes o torturaram e atearam fogo em seu corpo usando álcool. Para tentar apagar as chamas, a vítima rolou por um barranco e entrou em um rio.

O homem foi atendido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Regional de Paranaguá. No local, foram identificados ferimentos e queimaduras de segundo grau.

Após a agressão, o terceiro guarda teria auxiliado os demais na criação de uma versão falsa para encobrir o caso. O boletim registrado pelos agentes afirmava que a abordagem tinha ocorrido para proteger a vítima de pessoas que tentavam agredi-la ou de vigilantes privados.

Prisões e situação funcional

O MP-PR informou que os dois guardas apontados como autores das agressões continuavam trabalhando antes da prisão. A Secretaria Municipal de Segurança de Paranaguá afirmou que a Corregedoria-Geral da Guarda Civil Municipal adotou as providências administrativas cabíveis e que a apuração respeita o sigilo, o devido processo legal e a ampla defesa.

O terceiro guarda não foi preso. De acordo com o Ministério Público, ele está afastado da função por causa de outro processo.

As prisões ocorreram depois de um recurso da 3ª Promotoria de Justiça da comarca. O pedido de prisão preventiva havia sido negado inicialmente pelo juízo de primeiro grau. Em seguida, o Ministério Público apresentou ação cautelar e recurso, alegando que os investigados tentaram ocultar provas, combinar versões e interferir na instrução criminal.

A liminar da 1ª Câmara Criminal do TJPR suspendeu a decisão anterior e determinou a expedição dos mandados de prisão cautelar. Os nomes dos agentes não foram divulgados, e o processo tramita sob sigilo.

Na denúncia, o Ministério Público também pediu a perda dos cargos públicos dos envolvidos e a fixação de valor mínimo de R$ 30 mil para reparar os danos sofridos pela vítima.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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