Terça-feira, 8 de setembro de 2026
O radar da região e do país
Minas

Laudo aponta queda durante fuga e leva à soltura de quatro investigados no Paraná

Perícia descartou que Alexandre Rodrigues Ramos tenha sido lançado do 14º andar; suspeitos foram indiciados e respondem em liberdade.

Laudo aponta queda durante fuga e leva à soltura de quatro investigados no Paraná
Foto: Reprodução

Um laudo da Polícia Científica concluiu que Alexandre Rodrigues Ramos caiu do 14º andar ao tentar escapar de uma sessão de tortura, e não que tenha sido lançado do prédio. A perícia contribuiu para a soltura dos quatro investigados, que deixaram a prisão no domingo (6), depois de 24 dias detidos.

A investigação da Polícia Civil aponta que Alexandre, de 27 anos, tentou alcançar a sacada do apartamento abaixo daquele em que estava preso. O delegado Roberto Fernandes afirmou que a vítima não conseguiu entrar no imóvel porque o vidro estava fechado e havia uma rede de proteção. Parte da rede foi rompida com os pés, mas Alexandre caiu.

“Foi uma queda involuntária”, declarou Fernandes. Segundo ele, o laudo também levou em conta o relato de um morador do apartamento inferior, que teria visto Alexandre tentando acessar a sacada antes da queda.

Os quatro homens foram indiciados por tortura com resultado morte e agravante de cativeiro. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, responsável por analisar se apresenta denúncia à Justiça. Os investigados respondem em liberdade; três usam tornozeleira eletrônica e todos estão proibidos de manter contato com testemunhas ou deixar a cidade sem autorização.

Agressões e investigação

Alexandre visitava a namorada quando, por volta das 22h30 de quinta-feira (13), foi abordado com uma faca pelos colegas de apartamento dela. Eles suspeitavam que o jovem tivesse furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil.

Conforme a investigação, Alexandre foi levado a um cômodo, teve as mãos e os pés presos com um cabo de extensão e permaneceu trancado enquanto sofria agressões. O delegado Roberto Fernandes estimou a duração dos ataques em aproximadamente três horas. Já o delegado Miguel Chibani relatou cerca de quatro horas de agressões sucessivas.

Os suspeitos são acusados de forçar Alexandre a ingerir dois comprimidos de uma medicação que causa irresponsividade. A vítima também teria sido agredida com chutes, socos e tapas, além de ameaçada de morte. Nos celulares dos investigados, foram encontradas fotos de Alexandre amarrado.

Durante os interrogatórios, os homens não negaram as agressões nem o confinamento, segundo Fernandes. Conforme Chibani, dois deles confessaram os delitos. A ocorrência havia sido registrada inicialmente como suicídio, mas policiais observaram que a chave do cômodo estava do lado de fora da porta.

A defesa, representada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, afirmou que o indiciamento expressa a interpretação da autoridade policial sobre as provas reunidas. “A defesa esclarece que os mesmos elementos informativos e laudos periciais constantes do Inquérito permitem conclusões jurídicas e fáticas diversas”, diz a nota.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.