SÃO ROQUE — A Clínica de Recuperação JS Prime informa que o acompanhamento pós-tratamento é a etapa final de seu cronograma de atendimento e afirma já ter reabilitado mais de 700 pacientes. A instituição mantém unidades masculinas e femininas em São Roque (SP).
O modelo apresentado pela clínica é dividido em quatro fases: avaliação inicial, desintoxicação, terapia individual e em grupo e acompanhamento pós-tratamento. Depois da internação, o paciente recebe suporte contínuo e orientações para retomar a rotina e avançar na reintegração social.
A clínica afirma que o cuidado começa no acolhimento e continua após a alta, com uma equipe multidisciplinar voltada a diferentes aspectos da vida do paciente. O grupo informado pela instituição reúne profissionais de psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional, nutrição e fisioterapia, considerando dimensões físicas, emocionais e psicológicas.
Participação da família e prevenção de recaídas
A família é incluída no processo terapêutico e apresentada como parte do apoio durante o tratamento e a reabilitação. Nos conteúdos sobre alcoolismo e dependência de cocaína, a instituição aborda a prevenção de recaídas e afirma que esses episódios podem ocorrer durante a recuperação. O acompanhamento contínuo é descrito como um recurso para lidar com essas situações.
A diretora da clínica, Ana Clara Andrade Lima, afirma que o período posterior à internação pode trazer desafios porque o paciente retorna à casa, ao trabalho e às relações anteriores. Para ela, o suporte após a alta deve ser planejado desde a avaliação inicial, com orientação ao paciente e à família sobre as primeiras semanas fora da instituição.
O Relatório Mundial sobre Drogas 2026, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), registrou que, em 2024, o tratamento alcançava uma parcela reduzida das pessoas com transtornos por uso de drogas: uma em cada 12. Entre as mulheres, a proporção era de uma em cada 23, enquanto entre os homens chegava a um em cada nove.
A clínica informa ainda mais de dez anos de atuação e cerca de 20 profissionais. Para Andrade Lima, os dados reforçam a necessidade de manter o cuidado depois da internação, com a participação familiar e a definição antecipada do suporte ao paciente.



